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Investigadores desenvolvem método para detetar “fake news” destinadas a manipular os mercados de ações

As redes sociais estão cada vez mais a serem usadas para divulgar notícias falsas para manipular o mercado de capitais –  criminosos espalham “fake news” sobre empresas para manipular os preços das ações. Para minimizar o problema, investigadores desenvolveram uma abordagem que pode reconhecer essas notícias falsas, mesmo quando o conteúdo das notícias é repetidamente adaptado.

Os investigadores das Universidades de Göttingen e Frankfurt e do Instituto Jožef Stefan em Ljubljana desenvolveram uma abordagem que pode reconhecer notícias falsas através de métodos de inteligência artificial e criaram modelos de classificação que podem ser aplicados para identificar mensagens suspeitas com base no conteúdo e características linguísticas.

A abordagem já é conhecida, e é usada por exemplo pelo uso de filtros de spam. No entanto, o principal problema dos métodos atuais é que, para evitar serem reconhecidos, os criminosos adaptam continuamente o conteúdo e evitam certas palavras que são usadas para identificar as notícias falsas. É aí que entra a nova abordagem: para identificar notícias falsas, este método combina vários modelos recentemente desenvolvidos pelos investigadores de forma a criar uma alta taxa de detecção e robustez . Portanto, mesmo que palavras “suspeitas” desapareçam do texto, a notícia falsa ainda é reconhecida pelas características linguísticas. “Isso coloca os prevaricadores num dilema. Só podem evitar a detecção se mudarem o tom do texto para que fique negativo, por exemplo”, explica o Michael Siering.

A nova abordagem pode ser usada na fiscalização do mercado para suspender temporariamente a negociação das ações afetadas. Além disso, oferece aos investidores informações valiosas para evitar cair nesses esquemas de fraude. Também é possível que possa ser usado para processos criminais no futuro.

Os resultados do estudo foram publicados no Journal of the Association for Information Systems

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