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Brasil: Eleições municipais. Martha Rocha forte candidata à prefeitura do Rio de Janeiro.

Candidata lusodescendente à prefeitura do Rio de Janeiro com “grande crescimento” nas intenções de voto

A lusodescendente Martha Rocha, candidata à prefeita do Rio de Janeiro nas eleições do próximo dia 15, tem conquistado a atenção do eleitorado carioca. As últimas sondagens, ou pesquisas eleitorais, apontam a luso-brasileira como a terceira colocada nas intenções de voto.

Como adversários diretos, tem o atual prefeito, Marcelo Crivella, cuja gestão é criticada pelos cariocas, e o ex-prefeito, eleito já duas vezes e pivot de denúncias, Eduardo Paes. Paes lidera as pesquisas, enquanto Crivella segue em segunda lugar, acompanhado de muito perto por Martha Rocha.

Após consultar a população carioca sobre a situação eleitoral para as eleições Municipais de 2020, entre os dias 29 de outubro a 01 de novembro, a Paraná Pesquisas apurou que Eduardo Paes conta com 17,6% das intenções de voto, Marcelo Crivella, com 9,2%, e, logo em seguida, Martha Rocha, com 9,1%, resultado que, se consolidado nas urnas, poderá possibilitar a passagem da lusodescendente à segunda volta.

A nossa reportagem conversou com Martha Rocha sobre os desafios da sua campanha. A candidata acredita ser “a melhor opção para a cidade” e diz orgulhar-se de poder “andar na rua com tranquilidade” em relação ao seu trabalho. Esta responsável, que quer ser a primeira mulher a assumir a prefeitura do Rio, sublinha ser “progressista e defensora dos direitos humanos e batalhadora pela causa da igualdade de género, raça, cores e oportunidades”.

Durante a entrevista, Rocha garantiu que a sua “origem lusitana”, por si só, já deve servir como indicador capaz de conquistar a confiança de quem deseja mudar os destinos do Rio. Martha Rocha destacou parte do seu plano de governo, ressaltou a necessidade de se combater a corrupção instalada na cidade maravilhosa e prometeu ajudar os cidadãos, incluindo a comunidade lusodescendente, a ultrapassarem a crise instalada num mundo pós-Covid-19 no Rio.

Como está a ser recebida pelos cariocas nas ruas durante a campanha?

Eu tenho sido recebida com muito carinho. As pessoas me param para falar sobre os problemas da cidade, que está na hora de uma mulher assumir a prefeitura pela primeira vez na história ou que só mesmo uma delegada é capaz de fazer as reformas necessárias para o Rio. Muitas pessoas ainda lembram do meu trabalho como policial nas diversas delegacias que chefiei em todas as partes da cidade.

Que mensagem tem recebido dos eleitores? 

Nas últimas semanas, a medida em que a minha campanha cresceu e eu subi nas pesquisas eleitorais, passei a ser atacada com notícias falsas, as “fake News” anónimas. Mas, quando encontro com as pessoas nas ruas, sou recebida com muito carinho. Muitos dizem que é desespero porque a minha campanha ameaça a reeleição do atual prefeito ou a volta do ex-prefeito. Sou deputado estadual no Rio, eleita duas vezes, e posso andar na rua com tranquilidade e orgulho do trabalho que desempenho. Esse carinho com que tenho sido recebida é um estímulo para fazer diferente e melhor para o Rio.

Recentemente, tem alcançado resultados importantes nas sondagens ou pesquisas. A que atribui essa subida?

As pessoas conhecem o meu trabalho como policial e a minha atuação como parlamentar. À medida que a campanha avança, elas passam a conhecer as minhas propostas. E eu sou a melhor opção para a cidade. Elas estão cansadas das últimas administrações e não querem mais repetir os mesmos erros. Mas também não querem arriscar um candidato aventureiro, como tem sido definido: um outsider, como aconteceu na eleição do governador Wilson Witzel, que era desconhecido para a maioria dos eleitores, e agora enfrenta um processo de impeachment. Tenho a experiência da gestão na Polícia e a vivência na Política, ambas com atenção primordial ao atendimento de qualidade e humanizado no serviço público.

Como enxerga os candidatos que estão mais próximos de si nas sondagens e pesquisas, Crivella e Paes?

Foram maus gestores, com certeza, basta andar pela cidade para perceber. O ex-prefeito e candidato pelo partido do DEM teve uma oportunidade rara. A cidade foi o centro das atenções do mundo em razão dos grandes eventos. Recebeu bilhões em investimentos, e ainda assim não é referência em saúde, educação ou mobilidade. O prefeito Marcelo Crivella não foi bom administrador, e também não é bom articulador. A cidade está largada, com déficit de mais de R$ 4 mil milhões (cerca de 610 milhões de euros), e sem qualquer perspetiva de investimentos.

O que diferencia a sua candidatura desses outros dois candidatos?

Tudo. Inclusive a minha origem lusitana. Sou filha de pais imigrantes portugueses, donos de padaria no Rio de Janeiro. Sou formada em Direito numa universidade federal, vinda do subúrbio da cidade, do bairro da Penha, e tendo estudado sempre em escola pública. Estudei muito e passei em dois concursos públicos até me tornar delegada e a primeira, e até agora, única mulher a chefiar a Polícia Civil do Rio. Todos os cargos que ocupei foram por mérito e aptidão. Por isso, o nosso enfoque principal vai ser a educação pública municipal e a volta do conceito dos Cieps – Centros Integrados de Educação Pública – escola em tempo integral idealizada e executada pelo ex-governador Leonel Brizola (1922/2004) e pelo antropólogo, historiador e sociólogo Darcy Ribeiro (1922/2007).

Como vê os ataques políticos por parte dos seus adversários?

Eles não vão me cansar. Não vão me intimidar. Eu tenho muito orgulho da minha vida como servidora pública, como policial e como parlamentar. Quanto mais eles me atacam, mas demonstram a sua covardia e desespero. Já sofri dezenas de ameaças e até um atentado e não fraquejei. Não será com “fake news” que vão me intimidar.

Por que os cariocas devem apostar em Martha Rocha para ser a nova perfeita do Rio?

Chegou a hora de o Rio ter a sua primeira prefeita, uma mulher progressista e defensora dos direitos humanos e batalhadora pela causa da igualdade de género, raça, cores e oportunidades. Porque me conhecem, sabem que sou focada, tenho experiência como gestora e tenho experiência como articuladora política. E em mais de 30 anos de vida pública, não tenho nada que desabone a minha conduta. Eu durmo tranquila. Não tenho medo de noticiários, não temo operações policiais. Sou firme e tenho coragem para fazer diferente, e melhor para o Rio!

O que pensa fazer pela cidade do Rio de Janeiro?

Tornar o Rio a capital referência no cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável ODSs, da Organização das Nações Unidas (ONU) e na construção de cidades resilientes, liderando esforços em favor da adaptação das cidades brasileiras às mudanças climáticas. Mas, para isso, precisamos colocar as contas em dia, revisar contratos, fazer um choque de gestão e civilidade e estabelecer uma completa revisão das políticas de planejamento urbano, meio ambiente, saneamento e desenvolvimento da cidade. Fazer o turismo alavancar a nossa economia no pós-pandemia, sendo novamente a capital cultural do Brasil.

Que áreas terão mais atenção da sua parte?

A Educação é o meu maior projeto, mas também a Saúde, a Mobilidade, a Segurança, e a geração de emprego e renda estão entre as minhas principais metas de governo.

O que propõe para a área da Saúde?

A atual administração retirou indevidamente R$ 1,5 mil milhões da saúde entre 2017 e 2019. Só no ano passado, foi quase R$ 1 bilhão. O setor mais atingido foi a atenção básica. A nossa meta será elevar, em quatro anos, as coberturas de Atenção Básica e da Estratégia de Saúde da Família a 70% da população da cidade. Atualmente, essa cobertura caiu para 50%, com demissões do atual prefeito. Vamos fortalecer e valorizar as equipas das Clínicas da Família, recompondo os seus quadros profissionais e articulando a atenção básica com a atenção pré-hospitalar e hospitalar. Fortalecendo a capacidade da rede municipal em atuar na prevenção, nós melhoraremos a saúde da população, reduziremos a demanda e os gastos com as emergências, pois o sistema público de saúde brasileiro é único, o SUS, mas o gestor municipal é quem define como será utilizado o recurso. Vamos cortar na carne a corrupção e já haverá mais recursos para investir na atenção primária, principalmente. Na prevenção às doenças.

O que pode ser feito pela Educação?

Infelizmente, os investimentos bilionários que o Rio recebeu, principalmente para a realização das Olimpíadas e do Mundial de Futebol não alcançaram a educação. O que encontramos são escolas com estruturas precárias, falta de profissionais, merenda de baixa qualidade e falta de material escolar. Isto tudo atestado em auditorias do Tribunal de Contas do Município do Rio. Com a pandemia, esse problema foi intensificado. O atual prefeito não soube conduzir as aulas remotamente. As iniciativas para aulas on-line não foram adequadas, a exemplo da distribuição da merenda. A Prefeitura do Rio tem um canal de TV aberto em sinal digital e vamos utilizá-lo, caso as aulas presenciais ainda não possam ser retomadas. Frisando que vamos retornar com o programa dos CIEPs, para ampliar a oferta de ensino integral para 50% da rede municipal até 2024. Com educação, três refeições, desporto e cultura, vamos melhorar com certeza a qualidade do ensino e a avaliação dos alunos da rede básica.

Em relação à Segurança Pública, como os cariocas podem ter um pouco de “paz” nas ruas da cidade?

Os chamados roubos de oportunidade são recorrentes no Rio, principalmente em locais de grande concentração de pessoas e comércio. A Prefeitura pode atuar para melhorar a segurança da cidade. No meu governo, a Guarda Municipal vai agir de forma coordenada com os demais agentes de segurança pública e se dedicar às ações de preservação do património público, controlo e fiscalização. Para identificar, prevenir e comunicar aos órgãos responsáveis ações ilegais e o comportamento antissocial. As cidades podem cumprir um importante papel na organização de informações e na adoção de estratégias de inteligência que fundamentem o patrulhamento orientado, aumentando a efetividade da ação policial. Para tanto, devemos buscar a valorização dos nossos profissionais, a aquisição de equipamentos e o apoio de diferentes áreas de governo às ações de prevenção da violência. O nosso foco será na inteligência e na tecnologia.

Como é possível combater a corrupção no seio político do Rio?

Como presidente da Comissão Covid, que investigou os desvios de dinheiro público na pandemia, participei na elaboração de duas importantes propostas anticorrupção: a emenda constitucional, que trata da transparência na gestão orçamentária, e o projeto de lei, que altera a regra de contratações das organizações sociais que são parceiras na área da saúde, mas também um foco já identificado de corrupção em alguns casos. No meu governo, pretendo transformar a Prefeitura do Rio de Janeiro numa referência nacional de prevenção à corrupção. Para tanto, fortaleceremos a atuação da Controladoria Geral do Município, enquanto Agência Anticorrupção e ampliaremos a colaboração entre a Prefeitura e órgãos de controlo e fiscalização como o Tribunal de Contas do Município e o Ministério Público. Vamos dificultar a vida do corruptor, promovendo uma mudança cultural ética nas relações entre o serviço público e as empresas que contratam com a prefeitura. E faremos uma gestão transparente e participativa. Todos os integrantes da cúpula de governo vão apresentar declaração de bens antes de tomarem posse e vão assinar um termo de compromisso ético pela administração pública de qualidade e com o enfoque na prevenção à corrupção.

Que planos tem para a Cultura?

A cultura é importante para a afirmação da identidade de um povo. Hoje, mais do que nunca. Mas, infelizmente, o Rio de Janeiro vive um verdadeiro “apagão” em termos de políticas culturais. Em 2019, tivemos o menor volume de recursos orçamentários executados na história recente da cidade.  Vamos recompor o orçamento da cultura e garantir a retomada políticas culturais e de gestão. No meu governo, irei adotar um novo modelo de gestão dos equipamentos culturais públicos municipais, com o objetivo de reformar, equipar e modernizar teatros, espaços, centros e lonas culturais, museus e bibliotecas públicas. Com investimentos próprios e em parcerias com a iniciativa privada, vou fortalecer o papel destes equipamentos na democratização do acesso à cultura no município.  O Rio voltará a ser referência nacional de Cultura. Vamos buscar parcerias com a iniciativa privada, vamos retomar a política de editais, instituir uma agenda de eventos para o ano todo e vamos ocupar as nossas praças e parques pela arte.

O que pensa fazer para ajudar na recuperação económica do Rio num período pós-pandemia?

Vamos ser facilitadores para que a roda da economia carioca gire mais rápido. A intenção é aprimorar a infraestrutura urbana, em especial a mobilidade e as telecomunicações. Para termos condições de atrair para o Rio a indústria de automação e de transmissão de dados, que hoje é uma lacuna na economia carioca. E, claro, vamos também apostar nos setores vocacionais e que geram emprego e renda: turismo, serviços, inovação, indústria da saúde, energia e logística. Temos um pátio intermodal estratégico internacionalmente, com modais ferroviários, rodoviários, aeroportuário internacional e naval marítimo. Temos de aproveitar esse potencial ímpar do Rio de Janeiro. Para isso, vamos fazer a integração entre as secretarias para melhorar os resultados. Por exemplo, o carnaval é um evento muito importante para a cidade. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, em 2018, foi responsável pela criação de mais de 70 mil postos de trabalho e gerou uma arrecadação de R$ 179 milhões em impostos. E pode ser realizado durante o ano inteiro e servir não só para o turismo, mas para a educação e a cultura. Vamos voltar a dar apoio às escolas de samba e, em contrapartida, elas participarão de eventos socioeducativos da rede municipal para que alunas e alunos possam compreender melhor as origens e diversidade da cultura brasileira. A economia criativa também será fundamental para a cidade fazer render melhor o seu potencial de geração de riquezas. Quem não quer se hospedar num Airbnb numa casa no alto morro e com vista paradisíaca para o Oceano Atlântico? Temos uma riqueza inestimável para gerar renda com o uso do empreendedorismo e da criatividade, que é uma marca de todos nós cariocas.

Como o Rio pode recuperar a sua imagem turística?

A pandemia afetou ainda mais intensamente o turismo. Enquanto estivermos nesse momento de transição para a pós-pandemia, vamos investir no turismo interno. Estabelecer, em parceria com a Riotur e a Secretaria Municipal de Turismo, um amplo calendário de eventos esportivos e culturais para atrair turistas e esportistas de todo o Brasil. Pretendemos, ainda, transformar a Região Portuária na grande porta de entrada do turismo na cidade, valorizando a cultura afro-brasileira, o circuito do samba, dos museus e a história da região onde nasceu a cidade do Rio. Para quando sairmos da pandemia, já estarmos melhor preparados para receber os turistas vindos da Europa e turistas de todos os outros continentes.

O que é preciso para resgatar a confiança dos cariocas?

Antes de tudo, tirar o prefeito que aí está e não recolocar o que estava antes. Precisamos abrir a caixa preta da administração pública e fazer um governo transparente e participativo.

Que tipo de ações e projetos prevê para a manutenção da cultura portuguesa na cidade?

A cultura portuguesa é parte da nossa cultura carioca. A colónia portuguesa no Rio é gigantesca. Como já disse, eu mesma sou filha de imigrantes portugueses, donos de padaria. O Rio tem hoje muitas entidades de promoção da cultura lusitana na cidade. Dados demonstram que mais de 300 mil portugueses e lusodescendentes vivem no Rio. Andar pelas ruas históricas do Rio é passear por monumentos e traços arquitetónicos e culturais de um período importante da história portuguesa, com certeza!

Como pode ajudar no sentido de promover a possibilidade de que essas entidades não fechem as portas em virtude da pandemia? Muitas dessas casas enfrentam vários problemas e são locais onde há geração de empregos e movimentação económica na cidade…

Este é um problema que atinge toda a cidade. Só o Sindicato dos Bares e Restaurantes calcula que 30% dos estabelecimentos tenham fechado por conta da pandemia. O que agravou uma crise que já era muito séria no Rio, em função do desgoverno e dos escândalos de corrupção desse atual governo e do anterior, sendo que ambos são candidatos agora. Vou abrir a caixa preta da administração carioca, auditar serviços e contratos, arrumar a casa, reestruturar a cidade e incentivar o comércio, o turismo, os serviços. A comunidade portuguesa para nós é parte integrante deste universo de enaltecimento turístico e cultural. E vamos trabalhar juntos para colocar a cidade para funcionar e ajudar a economia a sair da crise, espelhando em muitas iniciativas lusitanas que deram muito certo aí.

De que forma a sua experiência como deputada estadual pode ser utilizada na gestão da cidade do Rio?

O parlamento é muito importante porque nos ensina a dialogar em prol do que é melhor para a cidade, o estado, e o País e para a população. A experiência política será muito importante para fazer parcerias com outros entes governamentais. Também na Assembleia Legislativa fui uma das vozes mais ativas contra os desmandos do governador que está afastado. Faço um mandato proativo e voltado para a fiscalização do uso correto dos recursos públicos. Além disso, como delegada, primeira e até agora a única mulher a chefiar a Polícia Civil do Rio, conheço a realidade do carioca como ela realmente é.

Que mensagem deixa para os cariocas que ainda estão indecisos ou que pretendem votar em outros candidatos? O que devem saber sobre Martha Rocha e sobre as suas propostas e ideias?

A minha caminhada até esta eleição para Prefeitura do Rio foi construída em mais de 30 anos no serviço público, com muita luta e muito trabalho. Como policial, eu pude conhecer cada canto desta cidade, os seus problemas, as suas vocações. Como chefe de Polícia, eu administrei cerca de dez mil policiais para atender a população num estado, complexo, desigual e violento. E consegui realizar concursos, colocar em dia promoções e ampliar a estrutura de investigação para o esclarecimento de crimes. Como parlamentar, atuei como presidente da Comissão de Segurança, no meu primeiro mandato, e da Saúde, neste segundo mandato. Também presidi à comissão especial Covid, que investigou desvios de recursos destinados ao tratamento de pacientes. Foram trabalhos que provocaram o afastamento do governador do Rio, Wilson Witzel. Desenvolvemos ali ferramentas para o combate à corrupção. Como política, sou progressista, respeito os direitos humanos e a diversidade. Amo o Rio de Janeiro, sou cria da Penha, na Zona Norte carioca, tenho coragem para enfrentar desafios e para fazer a diferença. Estou pronta para fazer do Rio uma cidade mais humana, boa de se morar, de visitar, boa para estudar, boa para trabalhar e para se investir. O meu nome é Martha, o meu sobrenome é Rocha, de família portuguesa, com firmeza e ética de delegada e delicadeza e sensibilidade feminina para gerir a cidade do Rio de Janeiro.

Ígor Lopes

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