Entrevista | Exclusivo

Gouandjika Fidele é candidato independente às próximas presidenciais na República Centro-africana

Gouandjika Fidele não é um estreante nos corredores que dão acesso ao poder e tão pouco é um desconhecedor da vida política. Tendo já sido candidato às presidenciais da República Centro-africana em 1999 e tendo sido o braço direito de François Bozize, este homem aposta novamente numa nova candidatura num momento complexo da vida política, social e económica do seu país. Quer mostrar ao povo centro-africano que não baixa os braços para estar na linha da frente, com propostas concretas que ajudem a defender os interesses do país e que permitam estruturá-lo de forma, mesmo quando a tarefa pareça difícil

E-Global – Como candidato independente, qual o seu caderno de encargos? Como pensa fazer a sua campanha num quadro de assinalável insegurança que atravessa este país?

Gouandjika Fidele – Não será fácil mas eu garanto que me vou empenhar nesta campanha em todos os distritos do nosso país e fá-lo-ei pela minha pátria. Conto naturalmente com a ajuda da imprensa, quer das rádios, quer das televisões, quer da imprensa escrita, que são meio eficazes para divulgar a nossa mensagem política.

Sendo o braço direito de François Bozize, como justifica que se apresente como candidato independente? Quais as razões porque se demitiu do Kwa Na Kwa (KNK)?

Eu demiti-me do KNK antes de me apresentar como candidato e isso fala por si, o que não significa que tenha tido algum problema com o partido. Quer dizer que a minha vontade é mudar as coisas e isso é tudo.

Pode dizer-nos por que meios a sua candidatura é financiada?

Sou eu quem financia a minha própria campanha e isso pode ser verificado através das contas apresentadas em tribunal.

Atualmente, a República Centro-africana tem grandes desafios ao nível da segurança, tendo em conta toda a situação que o país atravessa. Em caso de vitória como pensa fazer para remediar todos os problemas neste âmbito?

Uma solução política será suficiente para resolver a situação do país.

A maior parte dos ministérios estão cheios de corruptos e isso tem atrasado todos os projetos importantes para o desenvolvimento do país. Isso vai comprometer o seu calendário, como vai fazer para inverter essa situação?

Uma reforma orçamental é suficiente para pôr fim à corrupção. Desde que os funcionários recebam o seu salário ao final do mês é garantido que não vai voltar a falar-se de corrupção neste país.

Como vai fazer para solucionar todos os problemas das FACA? Como pensa fazer para formar um Exército dinâmico em que esteja representada a população da República Centro-África?

Cada distrito será dotado de uma região militar, em que todo a população do país esteja representada de forma equilibrada, mesmo ao nível de cargos na Administração.

Tendo em conta a vasta lista de candidatos, está pronto a aceitar os resultados que serão difundidos pelo tribunal constitucional da transição?

Eu luto pela magistratura suprema do Estado, quero ganhar as eleições. Eu sou, de todos os candidatos, o mais bem colocado e o que tem mais experiência enquanto um homem de Estado.

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