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Moçambique: A falência de umas Forças Desarmadas

Num momento em que a insurgência de Moçambique provou a capacidade de internacionalização, ao conduzir um ataque na Tanzânia, as autoridades de Maputo estão cada vez mais isoladas e confrontadas com a incapacidade para controlar o fenómeno.

Esta situação que já motivou o descontentamento de Estados vizinhos e tão mais gravosa quanto se percebe um aumento da desmotivação dos militares das Forças Armadas de Moçambique.

Reportes adiantam que os militares, caídos no profundo desânimos e medo, tem muitas necessidades, mas percebem que os seus superiores beneficiam de regalias que são providenciadas pelo Estado, mas também por algumas empresas envolvidas na exploração de recursos estratégicos, em situações que levantam suspeitas de corrupção e favorecimento indevido.

Como esperam as autoridades inverter este ciclo de debilidade do Estado e de profundo sacrifício das populações que sofrem as mãos da insurgência?

Esta situação é ainda mais gravosa quando contatos nas forças de segurança garantiram a Global que as autoridades temem seriamente um ataque em Pemba e tem desenvolvido esforços para desenvolver um plano de proteção, o qual peca por falta de meios e conhecimento militar tático para a sua implementação.

Estará Maputo preocupado como os deslocados que fogem da insurgência? E estará Maputo verdadeiramente preocupado com a possibilidade de infiltração dos grupos de refugiados por parte da insurgência?

Ou estará Maputo mais preocupado com as lutas políticas com a Renamo e pelo poder no seio da Frelimo?

Só resta fazer mais uma pergunta: até quando vai Maputo continuar a negligenciar os homens de umas Forças Desarmadas?

Vítor Norberto

© e-Global Notícias em Português
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