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UE estende sanções económicas contra a Rússia até meados de 2016

A União Europeia prorrogou as sanções económicas contra a Rússia por causa do conflito com a Ucrânia até ao final do próximo mês de julho, já reprovada pelo ministro da Economia russo.

A União Europeia associou o levantamento das sanções à execução de um acordo de paz no leste da Ucrânia, onde mais de nove mil  pessoas foram mortas em confrontos entre as forças de Kiev e rebeldes separatistas apoiados pela Rússia desde abril de 2014. Alguns diplomatas dizem que esta pode ser a última vez que as medidas punitivas dos setores financeiros, energéticos e defensivos da Rússia serão prolongadas na sua totalidade, com França e alguns outros membros da União Europeia a quererem envolver-se com Moscovo em questões como a luta contra o terrorismo e para acabar com a guerra na Síria. Outros dizem que não deve haver nenhuma reaproximação até estarem reunidas as condições do acordo de paz para a Ucrânia, onde a crise política que começou no final de 2013 tem aumentado, levando ao pior impasse entre Moscovo e o Ocidente desde a Guerra Fria.

O ministro da Economia russo, Alexei Ulyukayev, declarou que as sanções da União Europeia são “completamente inaceitáveis e ineficazes”. “Aos poucos os países que iniciaram as sanções estão a aperceber-se disso e vemos que há uma grande discussão sobre este assunto na Europa. Mais cedo ou mais tarde, nós esperamos que o bom senso prevaleça e que seja revogada esta decisão”, acrescentou. As sanções, combinadas com os baixos preços globais do petróleo, têm pesado sobre a economia russa que contraiu 4,1% por ano no terceiro trimestre.

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