Brasil: Alta do preço dos fertilizantes no agronegócio faz com que Brasil anuncie plano, para produção nacional do setor


O governo federal lançará um plano nacional de fertilizantes em
dezembro, em meio à escalada dos preços desses produtos em todo o
mundo. O objetivo do conjunto de diretrizes é reduzir a extrema
dependência do Brasil de fornecedores internacionais. Em alguns casos,
a importação chega a 95% do que o país consome, o que deixa o
agronegócio, principal peso na balança comercial brasileira, muito
suscetível a crises internacionais, como a de agora.

A meta, segundo o Ministério da Agricultura, é reduzir a
participação estrangeira de, em média, 85% para algo em torno de 60%
nos próximos 30 anos. Não resolverá a crise atual, que vai impactar a
safra 2022/2023, mas pode minimizar futuros choques globais entre oferta
e demanda.

Os fertilizantes são compostos minerais usados para melhorar a
nutrição das plantas. “O solo brasileiro é naturalmente pobre em
nutrientes e ácido, principalmente no Cerrado“
, explica José Carlos
Polidoro, pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária) Solos.

Os principais fertilizantes usados na agricultura são os do chamado
grupo NPK, em referência às letras que representam os elementos na
tabela periódica, em que N se refere aos nitrogenados (à base de
nitrogênio), P aos fosfatados (à base de fósforo), e K aos que
contêm potássio.

Apesar de o lançamento coincidir com o agravamento da crise atual, ele
não tem o objetivo de resolvê-la. “O plano não visava a uma ação
emergencial. É um plano estruturante, voltado para uma mudança de
panorama em 30 anos, com ciclos. Começa com ações de curto até as de
longo prazo“,
 disse Rangel.

Carlos Vasconcelos – Correspondente

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