Angola | Cabinda

Activistas cabindeses em Luanda determinados a assinalar assinatura do Tratado de Simulambuco

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A concentração prevista para esta segunda-feira 01 de Fevereiro junto à Embaixada de Portugal em Luanda não foi autorizada pelo Governo provincial de Luanda, no entanto os organizadores do evento comemorativo da assinatura do Tratado de Simulambuco estão determinados e pretendem levar a cabo a iniciativa, confirmou Makosu Sita à e-Global.

Tentando contornar o dispositivo de segurança da polícia, os activistas cabindas optaram por antecipar e iniciar a concentração duas horas antes da hora prevista, mas Polícia Nacional antecipou também e criou um perímetro de segurança em torno da representação diplomática, bloqueando várias artérias que permitiriam o acesso à Embaixada.

Tendo a promoção do evento sido efectuada através das redes sociais e de serviços de mensagens, com o aproximar da data do evento os organizadores começaram a receber manifestos de apoio. “Os activistas de Cabinda decidiram celebrar o 1º de Fevereiro, dia memorial da celebração do Tratado de Simulambuco, de forma diferente. Uma manifestação vai ser organizada junto da Embaixada de Portugal em Luanda, com início de concentração às 11 horas locais. O Alto Conselho de Cabinda (ACC) junta a sua voz a eles”, escreveu através de um comunicado o Pastor Afonso Justino Waco, Coordenador da Comissão Política, Organização e Porta-voz do ACC.

O Alto Conselho de Cabinda “acha que já é tempo para que vozes destemidas se levantem, tanto do lado dos cabindeses, angolanos, portugueses e demais povos amantes da paz para reclamar o direito à autodeterminação do povo de Cabinda”, lê-se no mesmo documento.

Os activistas cabindas em Luanda explicaram que a manifestação é em frente à embaixada de Portugal em Angola por considerarem que Portugal “é o principal causador da guerra e da desgraça em Cabinda, por não ter cumprido com a sua obrigação de proteger Cabinda contra qualquer invasão, como ficou determinado na assinatura do Tratado de Simulambuco e por ter anexado Cabinda como parte integrante de Angola, nos acordos fracassados de Alvor (Portugal) sem consultar os cabindeses”.

Com esta iniciativa os organizadores pretendem também exigir o fim da guerra em Cabinda, que Portugal “assuma os erros cometidos no passado” e “leve o caso de Cabinda nas Nações Unidas e União Europeia, para que se encontre uma solução pacífica”, bem como exigem a “libertação incondicional e imediata de todos os presos políticos em Cabinda”.

O Tratado de Simulambuco assinado a 1 de Fevereiro de 1885, entre representantes do Reino de Portugal e Príncipes e notáveis de Cabinda, tornou-se no principal documento que sustenta o nacionalismo cabindês.

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