Angola

Angola: Cafunfo depois do “confronto”

As autoridades e forças de segurança nacional declaram estabilidade e normalidade na Vila Mineira de Cafunfo. Depois do sucedido, várias têm sido as reacções por parte dos membros da sociedade civil angolana em geral.

Testemunhas citadas pela imprensa afirmam ter vivido a situação de Estado de sítio e de serem impedidas de chegar à Vila, além de ameaçadas, nos dias posteriores a manifestação.

Segundo informações da Organização Mosaiko, nas suas redes sociais, membros da sua equipa e da Rede de Defensores de Direitos Humanos que, desde ontem (10), se encontram em Cafunfo, estão a sofrer intimidações e encontrar-se-ão, sob vigilância da polícia.

No início de FEV, logo após os incidentes ocorridos na vila de Cafunfo, alguns deputados da UNITA que se deslocaram ao local, no passado dia 2, relatam terem sido impedidos de aceder à zona, segundo relatório partilhado através de posts nas redes sociais. Indicam, ainda, que no seguimento da missão, a delegação foi interpelada e colocada sob custódia da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), numa mata fechada à 5 km da Vila do Cafunfo.“

Os Deputados da UNITA e os activistas, queixaram-se, igualmente, de não terem recebido alimentação e água potável.

Actualmente, a Vila de Cafunfo regressou a alguma normalidade e a população deseja que os acontecimentos ocorridos em finais de Janeiro não se repitam, mas também acalentam a esperança de uma maior atenção das autoridades para a situação socioeconómica da região, dado que consideram estarem a ser esquecidos pelo Estado.

 

Patrícia Mendes

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