Angola

Angola: Costa Júnior renuncia nacionalidade portuguesa para candidatar-se às eleições de 2022

(c) Adalberto Costa Júnior

O líder do grupo parlamentar da UNITA, Adalberto Costa Júnior, recorreu há três meses ao Instituto dos Registos e do Notariado de Portugal para renunciar a nacionalidade portuguesa, que detinha e que o ajudou a manter-se na Europa na altura da guerrilha em que representava os interesses do fundador do referido partido, Jonas Savimbi, em Lisboa.

Esta decisão foi tomada com o objetivo de o dirigente poder apresentar-se como cabeça-de-lista da UNITA às eleições gerais de 2022, caso seja eleito presidente da formação política que representa, uma votação que irá decorrer no próximo congresso, agendado para novembro. Tal foi feito porque a Constituição angolana proíbe candidatos presidenciais com dupla nacionalidade.

Apesar de se manifestar disponível para a corrida presidencial partidária, a oficialização da candidatura do político ao congresso ainda está condicionada pelo atual líder Isaías Samakuva, que não se pronunciou oficialmente perante os órgãos do partido sobre se volta a concorrer para um quarto mandato.

Caso Samakuva não se candidate, há internamente conhecimento de uma corrente de generais interessados em ver o partido nas mãos de uma liderança da linha de Costa Júnior. Essa corrente é constituída por Demostenes Amo Chilingutila, Isaías Celestino Chitombi e Piedoso Chipindo Bonga, tido como o ideólogo da UNITA. Também o histórico general José Samuel Chiwale é frequentemente citado como não se opondo a uma eventual candidatura do presidente do grupo parlamentar.

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