Angola

Angola: Deputados querem que “Luanda Leaks” abranja outras entidades

Assembleia Nacional de Angola

Os deputados à Assembleia Nacional consideraram nesta terça-feira, 21 de janeiro, que a investigação “Luanda Leaks“, levada a cabo por um Consórcio Internacional de 120 Jornalistas de Investigação, de 20 países, deveria estender-se a outras entidades angolanas que alegadamente defraudaram os cofres do Estado. 

Recorde-se que “Luanda Leaks” é um conjunto de investigações relacionados com a atividade empresarial de Isabel dos Santos, que possui mais de 400 empresas e subsidiárias em 41 países, incluindo Malta, Ilhas Maurícias e Hong Kong. 

Para o líder do grupo parlamentar da UNITA, Liberty Chiaka, este caso não se deveria limitar a uma única peça. A afirmação foi feita à imprensa, em reação à divulgação dos primeiros resultados das polémicas investigações. 

“O estado atual das coisas envolve muita gente. O combate à corrupção não deve ser feito de forma seletiva, mas com abrangência, e isto impõe mudanças políticas profundas”, defendeu, lamentando que o processo tenha sido realizado no exterior do país em vez de partir da Procuradoria-Geral da República de Angola. 

Uma das revelações divulgadas foi a de que a filha do ex-Presidente da República José Eduardo dos Santos terá desviado 115 milhões de dólares de fundos públicos, por via da Sonangol – Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola, E.P. 

Já o dirigente da FNLA, Lucas Ngonda, disse não compreender como “aqueles que se bateram por um marxismo igualitarista têm hoje fortunas no exterior do país, com o povo angolano a sofrer”. 

Por sua vez, o dirigente do PRS, Benedito Daniel, realçou que o “Luanda Leaks” deve estender-se a outras entidades que também dirigiram a petrolífera angolana Sonangol. 

Para o deputado Alexandre Sebastião, da coligação CASA-CE, a empresária Isabel dos Santos é apenas a ponta do iceberg, “porque ela não se apoderou isoladamente do dinheiro”. O deputado atribuiu assim parte da culpa a José Eduardo dos Santos, pela exposição excessiva dos seus filhos nos negócios públicos.

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