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Angola e Portugal tratam de processos cruzados

A Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola está a tratar da extradição de Abel Cosme, ex-presidente do Conselho de Administração da empresa de Transportes Coletivos de Luanda (TCUL) detido em Portugal pela Interpol a 18 de janeiro deste ano. Tal ocorreu através de um mandado de detenção internacional emitido por Angola.

Abel Cosme é fugitivo no processo conhecido por “CNC”, Conselho Nacional dos Carregadores, em que é acusado de branqueamento de capitais, corrupção e desvios de fundos públicos, enquanto gestor da Unicargas.

Foi no dia 15 de outubro de 2018 que Cosme foi constituído arguido em Angola e condenado à revelia num processo relacionado com o desvio de fundos do Conselho Nacional dos Carregadores, um organismo tutelado pelo Ministério dos Transportes, na altura liderado pelo ex-ministro Augusto Tomás.

Recorde-se que Augusto Tomás foi condenado a 14 anos de prisão em agosto de 2019, por peculato, branqueamento de capitais, associação criminosa e artifícios fraudulentos para desviar fundos do Estado. Depois da condenação Abel Cosme abandonou Angola, alegadamente por motivos de doença, e nunca mais voltou.

Entretanto, o empresário Ivo São Vicente aguarda ser ouvido em Portugal ou em Angola, para poder então apresentar a sua defesa e entender em que consiste exatamente a acusação de que é alvo. O visado foi constituído arguido e notificado no caso “900 milhões de dólares” congelados na Suíça, o que envolve o pai Carlos São Vicente, detido em Luanda em setembro do ano passado.

A audição de Ivo São Vicente poderá ser realizada em Luanda, assim como a justiça angolana poderá pedir às autoridades portuguesas que avancem com diligências para ouvi-lo em Lisboa. O visado declara que ele e o seu pai são alvo de “intimidação política”.

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