Angola

Angola e Zâmbia unem-se no combate ao crime transnacional

© Presidência da República de Angola

Altas patentes das Forças Armadas, da Polícia Nacional e altos funcionários de segurança de Estado da Angola e da Zâmbia estiveram reunidos no Hotel Victoria Garden, a Sul de Luanda, para analisarem, essencialmente, questões relacionadas com a criminalidade transnacional.

Ao discursar na abertura do encontro, o secretário de Estado para a Política da Defesa Nacional de Angola, José Maria de Lima, apontou os principais desafios das relações entre os dois países, tendo destacado a criminalidade praticada na fronteira.

“A cooperação e a troca de experiências entre os nossos países no combate ao crime transnacional constituem um valor a ter em conta e que a todos pode ajudar na neutralização dos fenómenos que criem, eventualmente, situações desestabilizadoras e lesivas às nossas populações”, afirmou.

José Maria de Lima apelou a ambos os países para que aprimorem, cada vez mais, os mecanismos de neutralização do crime organizado, cujo saldo começa a ser cada vez maior. Os Estados, ajuntou, só podem ser mais fortes quando se combater as redes de crimes organizados nos espaços territoriais fronteiriços, devendo ser feito tudo que estiver ao alcance para empreender o combate comum contra todos os males que afetam a cooperação.

As repúblicas de Angola e Zâmbia assinaram um memorando de entendimento no domínio da migração, com o objetivo de assegurar a integridade da fronteira entre os países. O instrumento jurídico prevê ainda o aprofundamento da cooperação no domínio do combate ao tráfico de drogas, emigração ilegal, crimes transfronteiriços e melhoria dos acordos de supressão de visto existentes entre ambos os Estados.

No comunicado final, as duas partes comprometem-se a intensificar esforços para combater os crimes transfronteiriços, incluindo o terrorismo, o tráfico de armas de fogo, a caça furtiva, entre outros, além de acordarem abordar as causas das alterações climáticas, produzir regulamentação que visa a exploração adequada do ambiente e combater a desflorestação e o comércio ilegal de madeira.

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