Angola | Guiné-Bissau

Angola elogia atitude das forças de Defesa e Segurança da Guiné-Bissau

Angola elogiou em Adis-Abeba, capital da Etiópia, o sentido de dever demonstrado pelas forças da Missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) na Guiné-Bissau (ECOMIG), bem como a postura republicana e de neutralidade adotada pelas forças de Defesa e Segurança durante a crise política no país, apesar de existir um ambiente de grande pressão política.

A observação foi feita pelo embaixador de Angola na Etiópia, Francisco da Cruz, na altura em que procedia à leitura de uma mensagem na reunião do Conselho de Paz e Segurança (CPS) da União Africana (UA), de que Angola é Estado-membro. Durante o encontro foi analisada a situação política na Guiné-Bissau, cujas eleições presidenciais estão marcadas para este domingo, 24 de novembro.

O diplomata salientou ainda que o Governo de Angola considera “encorajador” verificar que há um certo amenizar da situação política, que tinha sido exacerbada pela divulgação, a 28 de outubro, do Decreto Presidencial a destituir o Governo constitucionalmente saído das últimas eleições legislativas e liderado pelo primeiro-ministro, Aristides Gomes.

Para Francisco da Cruz, isto significa sinais fortes e inequívocos da importância e prioridade atribuídas pela CEDEAO aos esforços diplomáticos em curso para desencorajar atitudes e comportamentos que coloquem em causa a estabilidade institucional e incentivar o diálogo entre os atores políticos, dentro do espírito da concórdia, de forma a que, com a realização das eleições, vença o interesse nacional.

Este pressuposto, continuou, é determinante para um futuro de estabilidade no país, tendo em conta as reformas previstas nos diversos setores da vida nacional, nos termos do Acordo de Conacri, principalmente da Constituição e dos órgãos de Defesa e Segurança, para melhorar as relações de complementaridade entre os poderes Executivo, Legislativo e Judicial e reforçar o Estado Democrático e de Direito na Guiné-Bissau.

Como tal, ajuntou, quaisquer tentativas para desestabilizar o atual quadro político-institucional devem continuar a merecer a condenação da comunidade internacional, em particular da UA, através do CPS, da CEDEAO e do Conselho de Segurança das Nações Unidas, por atentarem contra a consecução das profundas aspirações do povo da Guiné-Bissau.

“Manifestamos, mais uma vez, o nosso firme apoio aos esforços diplomáticos que estão a ser desenvolvidos pela CEDEAO, União Africana, Nações Unidas, União Europeia e a CPLP para a estabilidade e a normalização da vida política na Guiné-Bissau”, concluiu.

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