Angola

Angola: Ex-primeiro-ministro critica autoritarismo da “elite liderante”

O antigo primeiro-ministro angolano, Marcolino Moco, criticou nesta quarta-feira, 18 de novembro, a repressão policial durante as manifestações de 24 de outubro e 11 de novembro. Para o político, o país voltou aos “métodos autoritários que não levam a lado algum”. 

[As manifestações que acabaram por ser fortemente reprimidas pela polícia] atingiram uma gravidade que não esperaria”, escreveu na página pessoal da rede social Facebook. 

Recorde-se que Moco faz parte do Movimento Popular da Libertação de Angola (MPLA), partido no poder. 

“É muita pena ver, e num ambiente económico e social muito deteriorado, que se volte agora, e de forma tão explicita, a usar-se dos mesmos métodos autoritários que não levam a lado algum, especialmente, num tempo em que dominam as novas tecnologias de comunicação”, reforçou.

A mesma fonte disse também que o que “vem acontecendo de desastroso e lamentável, assim acontece, e desde até antes” da independência de Angola, porque a “elite liderante” não colocou o “acento tónico na ideia ‘do bem comum’”, mas em “interesses de grupo”. 

Marcolino Moco considera ainda que a sociedade angolana está “desprovida de uma estratégia de interesse nacional, em ambiente de construção de um estado-nação eivado de grande complexidade”.

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