Angola: Frente Patriótica diz que “MPLA perdeu a legitimidade” para governar

A Frente Patriótica declarou que o “MPLA perdeu a legitimidade política para continuar a governar Angola”. A declaração foi feita através de um texto divulgado e rubricado por quem dá a cara por este novo movimento político, sendo eles o líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, o coordenador do projeto PRA-JA Servir Angola, Abel Chivukuvuku, e o presidente do Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes.

No texto a Frente Patriótica, que tem como principal objetivo concorrer às eleições gerais de 2022 e vencer para tirar o MPLA do poder, começa por “manifestar a sua profunda preocupação pela degradação progressiva da crise que assola o País, ante a incapacidade do Governo de reverter o quadro actual de penúria generalizada que a esmagadora maioria das famílias angolanas enfrenta”.

“O País está falido, doente e sem rumo. A juventude, que é o futuro da Nação, sente-se traída e impotente, porque os governantes, ao invés de governarem para o povo, roubaram o País e roubaram também o futuro da juventude. No Sul, aldeias inteiras assistem o êxodo das suas populações assoladas pela fome e pela falta de água que agravam a pobreza e semeiam a morte. Nos centros urbanos, o preço galopante dos alimentos faz as suas vítimas, e a classe média que há alguns anos atrás brotava vai minguando”, critica.

São igualmente mencionados os altos preços dos alimentos da cesta básica, que “sobem todos os dias sem qualquer controlo”, entre outras observações.

Este movimento político refere ainda a “conduta desviante de quem governa, que não escuta os seus parceiros sociais, não dialoga sequer com os partidos fora da sua órbita, cria uma crise insanável na relação entre governantes e governados, que obriga a Nação a rever os fundamentos da relação intrínseca existente entre responsabilidade política e legitimidade governativa”.

“Nesta base, o Partido estado perdeu a legitimidade política para continuar a governar Angola”, conclui, ao falar sobre o MPLA.

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