Angola

Angola: INTERPOL investiga operações financeiras de José Eduardo dos Santos no Mónaco

José Eduardo dos Santos

A delegação da Organização Internacional de Polícia Criminal (INTERPOL) junto ao Principado do Mónaco enviou, em finais de dezembro do ano passado, um memorando ao Ministério do Interior de Angola, através do qual informou que decorrem, nesse território, investigações sobre operações financeiras que envolvem o ex-Presidente da República José Eduardo dos Santos, além de membros da sua família e antigos colaboradores. 

Ainda de acordo com o documento, ao longo dos anos terão sido registadas operações irregulares em contas bancárias tituladas pela família do antigo chefe de Estado, o que levou as autoridades do Mónaco a efetuarem investigações para que seja apurada a proveniência destes fundos, que, suspeitam, entraram no país europeu fora do circuito bancário e livre de impostos. 

As autoridades do Mónaco, que acreditam que se está diante de “crimes que vão deste branqueamento de capitais, fuga ao fisco, financiamentos duvidosos e compra de património injustificável”, enviaram o referido memorando para Luanda, capital angolana, no quadro da cooperação com a INTERPOLque aguarda a reação do Governo de Angola. 

As autoridades angolanas terão, alegadamente, ficado surpreendidas com o conteúdo do memorando, uma vez que estas investigações que desconheciam já se encontram na fase final, e terão manifestado preocupação pelo facto de o ex-Presidente poder a vir ser perturbado pela justiça daquele principado, uma vez que se encontra no Espaço Schengen desde abril do ano passado. 

“As imunidades que goza apenas fazem referência ao abrigo das imunidades angolanas e não a crimes cometidos no espaço europeu”, esclareceu uma fonte próxima do caso, que teme numa eventual ordem de detenção preventiva contra alguém da família do antigo Chefe de Estado.

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