Angola

Angola: Isabel dos Santos garante que não deve nada ao Estado angolano

Isabel dos Santos

A empresária Isabel dos Santos garantiu nesta quinta-feira, 14 de maio, que não deve nada ao Estado angolano, tendo acusado novamente a Procuradoria-Geral da República (PGR) angolana de “mentir” ao usar, alegadamente, provas forjadas para arrestar os seus bens e enganar a Justiça portuguesa.

As declarações foram feitas através do gabinete de comunicação da visada, em resposta ao facto de a PGR de Angola ter desmentido recentemente as alegações da empresária.

No documento insistiu que a única prova da “suposta dissipação patrimonial” entregue ao Tribunal Cível angolano assenta numa “narrativa falsa” de uma suposta venda das sua participações na Unitel a um suposto cidadão árabe e num suposto investimento no estrangeiro feito por um cidadão árabe, que seria seu representante num investimento de dez milhões a mil milhões de euros no Japão.

A arguida alegou igualmente que “os documentos que atestavam o receio de dissipação do património” e que constam dos autos são “todos falsos” e que irá demonstrá-lo, realçando que os tribunais angolanos aceitaram documentos em japonês que não terão sido traduzidos.

Já na terça-feira a filha do ex-Presidente da República José Eduardo dos Santos tinha acusado a justiça angolana de usar um passaporte falso como prova para arrestar as suas contas bancárias e participações em empresas, algo que a própria PGR veio contrariar, garantindo que o arresto “não teve como base qualquer documento de identificação, mas sim os documentos que atestavam o receio de dissipação do património”.

Quanto à cópia do passaporte em causa, esclareceu que a mesma consta do processo porque a sua autenticidade estava a ser investigada.

A PGR indicou ainda que o arresto de bens de Isabel dos Santos em Angola foi decretado no âmbito de uma providência cautelar, em processo cível, registado sob o n.º 3301/2019-C, no qual consta uma informação da Embaixada de Angola no Japão, dando nota de que a referida cópia de passaporte estava sob investigação junto ao Serviço de Migração e Estrangeiros (SME).

Segundo a mesma entidade, correm contra a empresária vários processos de natureza cível e criminal, em que o Estado reivindica valores superiores a cinco mil milhões de dólares (4,6 mil milhões de euros).

A empresária, acrescentou, terá de comparecer em Angola para ser ouvida no âmbito do processo-crime de que é alvo.

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