Angola

Angola: JES culpa “Kopelipa” pela corrupção do GRECIMA

Ex-Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos
José Eduardo dos Santos

O ex-Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, escreveu uma carta onde atribuiu ao antigo ministro de Estado e Chefe da Casa Militar, Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, a responsabilidade sobre a maneira como foi gerido o extinto Gabinete de Revitalização e Execução da Comunicação Institucional e Marketing da Administração (GRECIMA). 

Devido a esta acusação, o general poderá ser arrolado no julgamento de Manuel Rabelais pelo desvio de mais de 98 milhões de euros feito através do GRECIMA. 

A carta de José Eduardo dos Santos foi apresentada ao tribunal pelo representante do Ministério Público. Nesse novo documento, dirigido à Câmara Criminal do Tribunal Supremo durante a fase de instrução preparatória do processo judicial, o antigo chefe de Estado é referido como tendo declarado que “não tem nada que esclarecer porque a questão da gestão do GRECIMA foi acompanhada pelo general na reforma Manuel Hélder Vieira Dias”. 

O ex-governante disse ainda que, sfossem precisos mais esclarecimentos, o general Kopelipa também poderia fazê-los, “desde que não se trate de matéria de segredo do Estado”. 

Recorde-se que Rabelais é acusado dos crimes de branqueamento de capitais, peculato e violação de normas de execução do plano e orçamento. O arguido foi confrontado na terça-feira, 15 de dezembro, com um extrato bancário do Banco do Comércio e Indústria (BCI) que atesta todos movimentos financeiros efetuados pelo GRECIMA entre 2016 e 2017. 

Segundo o Ministério Público, o antigo gestor usou em benefício próprio cerca de 98 milhões de euros. Entretanto, Rabelais assumiu que transferiu 15 milhões de euros para o exterior do país, em benefício dos canais televisivos Euronews e África News, e para mais três empresas de consultoria e comunicação, sendo sócio de pelo menos duas delas. 

Essas transferências, prosseguiu, foram feitas sob orientação dJosé Eduardo dos Santos, na altura em que se encontrava no poder.

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