Angola

Angola: João Lourenço acusado de espalhar “esperança moribunda”

João Lourenço

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, foi acusado pela juventude angolana de faltar com a verdade no que diz respeito a questões que têm a ver com essa faixa etária.

Os jovens fundamentaram a tese numa das promessas feitas na altura do encontro entre o chefe de Estado e alguns líderes juvenis, na Cidade Alta. Na ocasião terá sido falado que o Executivo iria simplificar o acesso a habitações, na Centralidade Vida Pacífica, em Viana, principalmente para a juventude.

Numa carta enviada ao governante, os jovens afirmaram que consideram a demora na materialização da promessa como um sinal claro de que João Lourenço faltou com a verdade, uma vez que após mais de um ano e seis meses o processo continua engavetado no Ministério da tutela.

“Tendo em conta a promessa feita por V/Excia. no dia 30 de abril de 2019 durante reunião realizada com as lideranças de organizações Juvenis partidárias e da sociedade civil, no sentido de [simplificar] o acesso da Juventude a habitação, no projecto habitacional designado ‘Urbanização Vida Pacífica’ na sequência da inquietação levantada por nós jovens presentes no encontro, vimos por essa via, lamentar que, decorrido um ano e [seis] meses, a orientação dada por Vossa Excelência, à antiga ministra do Ordenamento do Território e Habitação, Ana Paula de Carvalho, não foi concretizada”, pode ler-se.

O documento foi assinado maioritariamente pelos jovens que participaram no encontro de abril do ano passado, quando o Presidente ouviu a juventude angolana.

“Nós, os Jovens, reconhecemos o momento difícil que o mundo no geral e o nosso país em particular enfrentam, em função da pandemia da Covid-19 que de algum modo compromete a execução das acções do Executivo, mas queremos lembrar que a facilitação da cedência das casas na urbanização, acima referida, é um caso anterior ao surgimento a crise sanitária global”, expuseram.

“Julgamos que, passados agora treze meses da promessa presidencial, estão reunidas fortíssimas razões de substância, mas também de formas para viabilização do prometido”, concluíram.

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