Angola

Angola: João Lourenço exige rigor na gestão dos meios para vítimas da seca

© Presidência da República de Angola

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, recomendou nesta quarta-feira, 06 de novembro, em Luanda, que houvesse rigor na gestão e distribuição dos bens adquiridos para acudir as vítimas da seca no Sul do país.

Durante a intervenção na reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil, o governante orientou o emprego dos meios adquiridos, exclusivamente, para os fins aos quais os mesmos se encontram destinados. Como exemplo, indicou equipamentos como moto-cisternas, destinados ao abastecimento de água às populações carentes, tendo realçado que não quer vê-los em fazendas particulares.

O Chefe de Estado acrescentou que espera que o dinheiro e os bens adquiridos cheguem efetivamente à população necessitada.

No encontro foi apresentado o relatório da distribuição, realizada de janeiro a setembro deste ano, de 7.200 toneladas de vários bens, no quadro do Programa Emergêncial de Combate à Seca no Sul do país, mais precisamente nas províncias do Cunene, Cuando Cubango, Huíla e Namibe.

De acordo com o documento, o Governo angolano disponibilizou mais de 23.859 milhões de kwanzas (44.625.000 euros) para mitigar os efeitos da seca, que se agrava desde janeiro deste ano e que afeta 28.867 famílias, 301 das quais com desnutrição.

O fenómeno da estiagem na região é indicado como a causa da morte de 10.982 cabeças de gados, entre as quais 1.206 mil afetadas, bem como a destruição de 52.119 campos agrícolas nas referidas províncias.

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