Angola

Angola: Líder da FNLA quer mais um mandato de 14 meses

Lucas Ngonda

As principais fações da FNLA iniciaram esta terça-feira, 10 de setembro, em Luanda, as negociações para um acordo no que diz respeito à crise interna do partido. No entanto, as divergências continuam em relação à maneira de resolver o problema, que já dura 20 anos, uma vez que cada fação tem o seu ponto de vista sobre a crise.

“O presidente Lucas Ngonda quer mais um mandato de 14 meses. Depois deste período é que entende resolver a crise interna”, criticou em entrevista o membro de uma das alas, Ndonda Nzinga, que considera que o acórdão do Tribunal Constitucional que anula o congresso realizado na província do Huambo “não é uma decisão a favor de um membro, mas de todo o partido”.

“Essa é uma decisão do órgão supremo do país e que garante a legalidade de todas as instituições. Ninguém pode violar o que o Tribunal Constitucional decidiu”, acrescentou.

O político apelou aos militantes da formação política para que trabalhem no sentido de reforçar a coesão e unidade internas. “Todos temos de trabalhar juntos, no sentido de reforçar a nossa coesão e unidades internas”, defendeu.

“Temos de encontrar uma solução, porque um partido histórico como a FNLA não pode continuar a enfrentar esta crise”, frisou.

Recorde-se que a crise interna começou no final de 1999, altura em que a fação liderada por Ngonda efetuou um congresso que nunca foi reconhecido pela ala do falecido dirigente Holden Roberto. O acordo previa a realização de um congresso no prazo de dez meses, o que não foi cumprido por Roberto, que alegou haver falta de condições financeiras para avançar com o evento. Tal levou a mais uma divisão interna, que se mantém até à atualidade.

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