Angola

Angola: Líderes partidários pedem união no combate à intolerância política

Assembleia Nacional de Angola

Os líderes dos partidos políticos com assento no Parlamento, na província de Benguela, defenderam que deve haver maior união, diálogo e convivência entre os militantes das diferentes formações, para que desta forma seja possível combater a intolerância política, face aos novos desafios do país.

A intenção foi divulgada após um encontro mantido com o delegado provincial do Interior, comissário Aristófanes dos Santos, que falou com os políticos sobre a situação de intolerância política em Benguela.

Em declarações à imprensa, o secretário do Departamento de Informação e Propaganda do Comité Provincial de Benguela do MPLA, David Nahenda, afirmou que o seu partido tem trabalhado para a união política a todos os níveis, com a mobilização dos militantes, no sentido de se acabar com este mal que, há algum tempo, aflige as organizações partidárias.

“É importante que vivamos como irmãos. É também possível a convivência entre partidos, cuja iniciativa de boa conduta deve partir dos dirigentes, que devem estar unidos, para que os militantes sigam o exemplo”, sublinhou.

Por sua vez, o secretário provincial da UNITA, Alberto Ngalanela, disse que a convivência entre militantes das várias formações é essencial, face a algumas situações de intolerância política ocorridas em algumas localidades da província, com destaque para os municípios do Cubal, Balombo e Bocoio.

O político considera que a intolerância é um quadro que tem preocupado os partidos e, uma vez que se caminha para a institucionalização das autarquias, é essencial haver mais diálogo entre políticos, polícia, militantes e população, em geral. “Situação triste que deve merecer maior atenção, dando-se passos de maior aproximação entre irmãos e pensando Angola”, frisou.

Já o secretário provincial da CASA-CE, Zeferino Kuvingua, reforçou que a união entre os partidos pode ajudar a resolver problemas da sociedade e, principalmente, da juventude, parte da qual está a enveredar para a criminalidade, alguns por falta de emprego e outros em consequência da desestruturação das famílias.

Em contrapartida, Aristófanes dos Santos pediu aos líderes partidários que tenham um comportamento exemplar, demonstrando papel pedagógico e de proximidade com as comunidades, para se evitar que os militantes cometam crimes que perturbem a ordem pública.

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