Angola

Angola: Mais de 12 milhões de angolanos sem Bilhete de Identidade

O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queiroz, afirmou que mais de 12 milhões de angolanos estão sem exercer em pleno o exercício de cidadania por falta do Bilhete de Identidade e Assento de Nascimento. 

A informação foi avançada em Luanda, durante a cerimónia de tomada de posse de novos diretores do departamento ministerial, tendo o governante aproveitado a ocasião para defender soluções tecnológicas internas para solucionar o problema da falta de documentação a milhares de angolanos. 

“Até agora, contamos com empresas contratadas para fazer o trabalho. Vamos agora inverter o quadro. Deixar a gestão assistida do estrangeiro passando para um paradigma em que sejamos nós próprios na liderança e motivação das equipas”, disse, mencionando como desafios da instituição a reforma da Justiça e a formação de quadros para aplicação do direito nos tribunais e na Procuradoria-Geral da República. 

O ministro aconselhou os recém-empossados a trabalharem de forma concertada para evitar o surgimento de “ilhas” dentro da instituição de justiça. A competitividade de Angola no contexto internacional em termos de captação de investimento é outra aposta, considerando que este é um desafio para os novos colegas que tomam posse na direção do Guiché Único”. 

Foram empossados Artur Domingos Ngunza, para o cargo de diretor-geral do Instituto Nacional de Estudos Judiciários, Simão Lopes, para administrador do Guiché Único da Empresa junto da AIPEX, e Leandra Gomes, para diretora adjunta do Guiché Único da Empresa, além de Inocência Finda da Costa, Lino Monteiro Solanokupenga e Fernando Fortes para delegados provinciais da Justiça e dos Direitos Humanos na Lunda-Norte, Cuanza Sul e Luanda, respetivamente.

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