Angola

Angola: Mais de 95% dos dirigentes do MPLA têm casas no estrangeiro

Uma investigação concluiu que mais de 95% dos dirigentes do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder, têm casas no estrangeiro. Reino Unido, Europa e Estados Unidos da América (EUA) são os locais onde mais se encontram essas habitações.

Assim, ainda de acordo com a investigação da “Confidence News”, quando não puder ficar mais no poder, a “maioria absoluta” dos dirigentes vai poder sair do país e desfrutar do dinheiro obtido.

Um dos exemplos dados foi o do ex-chefe de Estado José Eduardo dos Santos, antigo líder da formação política no poder que governou Angola durante 38 anos. Atualmente vive numa mansão no exclusivo e caro bairro de Pedralbes, situado em Barcelona, na Espanha. Além dessa habitação, tem outras em Portugal, Brasil e EUA.

Foi ainda concluído que até mesmo os políticos que ascendaram há pouco tempo conseguiram comprar casas no estrangeiro. 

A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, terá entrado para a classe dos políticos que preparam sua reforma política no estrangeiro, ao adquirir uma residência em Portugal. Este país acolhe igualmente outros colaboradores diretos de João Lourenço.

Entre esses colaboradores encontram-se o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil, Adão de Almeida, o ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança, Pedro Sebastião, o diretor de Gabinete do Presidente, Edeltrudes Costa, e o ministro da Defesa, João Ernesto dos Santos, além de outros.

Políticos da oposição não ficam de fora

Também outros políticos, da oposição angolana, têm casas no exterior. É o caso do presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Adalberto Costa Júnior. O político é proprietário de uma residência em Portugal, onde viveu muito tempo, enquanto servia o seu partido no exterior.

Já Isaías Samakuva, antecessor de Costa Júnior, tem uma residência no Reino Unido. O mesmo acontece com Abel Chivukuvuku.

Segundo uma fonte segura contactada para a referida investigação, as residências destes políticos foram compradas com o dinheiro dos diamantes, ainda no tempo de Jonas Savimbi, fundador da UNITA.

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