Angola: Manifestação de militantes da FNLA pede demissão de Lucas Ngonda

Os militantes da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) saíram à rua sábado, em Luanda, pedindo a demissão do presidente do partido, Lucas Ngonda.

Lucinda Roberto, porta-voz da manifestação, referiu que Lucas Ngonda se deve afastar, sendo criada uma direcção de transição até que se realize um congresso para eleger uma nova direcção do partido.  

Roberto referiu que Ngonda deve sair devido à “má condução do partido”, acusando o presidente da FNLA de gerir o partido como se fosse “sua propriedade privada”, expulsando dirigentes e quadros sem qualquer motivo, bem como devido à “péssima prestação” nas eleições de agosto de 2017.  

Refira-se que, em março do ano passado, os conflitos internos na FNLA levaram militantes a convocar uma reunião do Comité Central, aprovando a suspensão de Lucas Ngonda como presidente da FNLA.  

De acordo com o Gabinete de Partidos Políticos do Tribunal Constitucional (TC) de Angola, Lucas Ngonda foi considerado como o presidente legítimo da FNLA, referindo o TC que: “Em acórdão proferido pelo Tribunal Constitucional, de há duas semanas, o tribunal considerou que o procedimento estatutário para a convocação e realização da reunião do Comité Central não foram observados”. Acrescentando que “esta reunião não traduz qualquer efeito jurídico legal e no final continua anotada e registada no Tribunal Constitucional a direção da FNLA, que tem como presidente Lucas Ngonda, sendo esta a direção que tem legitimidade para representar o partido e consequentemente apresentar candidatura às eleições gerais de 2017, em nome e representação do partido FNLA”.  

A FNLA tem tido sucessivas crises internas, vindo a perder expressividade política no cenário angolano.  

O partido foi fundado em 1961 por Holden Roberto, atravessando sucessivos períodos de crise interna.  

Nas eleições gerais de 2012, a FNLA garantiu cerca de 1% dos votos, elegendo 2 deputados para a Assembleia Nacional.  

Em 2012, o TC confirmou Ngonda como presidente da FNLA, após divergências com a ala liderada por Ngola Kabangu. 

Em 2015, Ngonda foi reeleito para um novo mandato, no decorrer do IV Congresso da FNLA, que, à data, ficou marcado pelo confronto entre militantes das duas alas, resultando num morto e 14 feridos. 

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