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Angola: Ministro da Energia investigado por Portugal

O Ministério Público (MP) português abriu um inquérito ao ministro angolano da Energia, João Baptista Borges, por suspeitas de branqueamento de capitais. Neste caso foi igualmente referido que vários elementos da família do governante envolveram-se em negócios ligados ao setor da energia em Angola. 

Um dos exemplos dados foi do sobrinho de Baptista Borges, que tem várias empresas e que, nos últimos anos, conseguiu muitos contratos de milhões no setor da Energia, em Angola. Tal não terá sido feito diretamente, mas sempre através de outras empresas. 

A Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária decidiu encaminhar os dados recolhidos para o MP, que já abriu então o inquérito. 

O dinheiro dos vários contratos conseguidos pelo sobrinho do ministro tem sido enviado diretamente para uma conta em Portugal, de acordo com a mesma fonte. O Banco de Portugal e o MP optaram pelo silêncio perante a imprensa, não tendo sido divulgados assim mais pormenores. 

Por sua vez, a Procuradoria da República de Angola não confirmou nem desmentiu se existem processos em curso.

Recorde-se que João Baptista Borges, que já ocupa o cargo há mais de dez anos,  foi também alvo de polémica no ano passado, altura em que saiu a notícia de que estaria sob vigilância das autoridades norte-americanas. Segundo uma fonte bem posicionada no Departamento de Estado, o governante angolano, responsável pela execução de alguns projetos financiados pelo Banco Mundial e o Banco de Desenvolvimento Africano, que têm os Estados Unidos da América como maiores acionistas, despertou a atenção de Washington devido a várias contas em paraísos fiscais com milhões de dólares detidos por familiares e pessoas próximas, identificadas como seus testas-de-ferro.

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