Angola: Morreu Lúcio Lara, um dos fundadores do MPLA

Lúcio Lara morreu este sábado aos 86 anos, vítima de doença prolongada. Natural da província de Huambo, o nacionalista angolano e um dos fundadores do MPLA fez os seus estudos em Portugal. Antes do agravamento do seu estado de saúde e da consequente retirada da vida política, Lúcio Lara era deputado do MPLA à Assembleia Nacional.

A cerimónia fúnebre oficial tomou lugar no Palácio dos Congressos, com uma homenagem do Presidente José Eduardo dos Santos ao nacionalista angolano.
Lúcio Lara vai ser ainda homenageado por titulares dos órgãos de soberania, deputados à Assembleia Nacional, órgãos de Defesa e Segurança, corpo diplomático, entidades eclesiásticas, antigos combatentes e veteranos da pátria, delegações de partidos políticos, organizações da sociedade civil, familiares e amigos. O funeral teve lugar às 15 horas no Alto das Cruzes, onde foram lidas mensagens da Associação Tchiweka – seu nome de guerra -, dos antigos combatentes e da família.
O ministro da Defesa Nacional, João Lourenço, considerou Lúcio Lara “grande nacionalista e cidadão exemplar”.

Num comunicado divulgado pelo Bureau Político do MPLA, citado pelo Jornal de Angola, refere-se a Lúcio Lara como um dos artífices da luta pela independência de Angola, ao lado do primeiro Presidente do país, António Agostinho Neto, e de outros eminentes nacionalistas que “escreveu o seu nome com letras de ouro na História de Angola, pela sua inestimável participação na árdua caminhada em prol da liberdade, da autodeterminação e da Independência Nacional”.
Lúcio Rodrigo Leite Barreto de Lara foi um dos pilares fundamentais do amplo Movimento Popular de Libertação de Angola, que lutou pela liberdade do povo e guiou a sua luta pela independência nacional, conquistada em 11 de Novembro de 1975. Lúcio Lara deu posse  ao Presidente António Agostinho Neto e, depois, ao Presidente José Eduardo dos Santos.

O Partido Comunista Português (PCP) lamentou numa mensagem, a morte de Lúcio Lara. O Partido Comunista Português evocou a destacada figura de patriota e de internacionalista de Lúcio Lara. “Recordamos com respeito a sua valiosa contribuição em Portugal, ao lado do nosso Partido, para a luta contra a criminosa ditadura fascista e colonialista que, oprimindo o povo português simultaneamente oprimia o povo angolano e demais povos sujeitos ao jugo colonial, tornando os nossos povos aliados numa luta libertadora comum de que a revolução do 25 de Abril e a conquista de independência de Angola foi a mais elevada expressão”, lê-se na mensagem. O PCP lembra ainda a contribuição de Lúcio Lara para o fortalecimento das tradicionais relações de amizade, cooperação e solidariedade entre o PCP e o MPLA e entre o povo português e o povo angolano, relações que é desejo dos comunistas portugueses aprofundar sempre mais.

A Associação Tchiweka apresentou, em 2009, em Luanda, na sede nacional do MPLA, o álbum foto biográfico de Lúcio Lara “Tchiweka”, intitulado “Imagens de um percurso”.

 

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