Membros do MPLA

Angola: MPLA acusa UNITA de desinteresse na realização das autárquicas

O líder da 4.ª Comissão da Assembleia Nacional de Angola, Tomás da Silva, que trata dos assuntos de Administração do Estado e Poder Local e que foi eleito pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), declarou nesta quarta-feira, 24 de junho, que a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) demonstra não ter interesse na realização das eleições autárquicas.

Segundo o político, que dirige a comissão parlamentar que lida de perto com a questão autárquica e o poder local, o maior partido da oposição vota de forma recorrente contra o Orçamento Geral do Estado (OGE), documento legal que que inclui medidas fundamentais de preparação e realização desse sufrágio, agendado para este ano.

O membro da formação política no poder acrescentou que “não faz sentido quando dirigentes da UNITA acusam o Governo do MPLA de não ter vontade política para implementar as autarquias anunciadas este ano, enquanto eles não votam documentos relevantes para a realização das eleições autárquicas, como o OGE”.

“Mas, afinal de contas, quem não tem vontade política para a realização das eleições autárquicas? Aqueles que votam contra o OGE, que contém as medidas de preparação e realização das eleições autárquicas, tal como recorrentemente faz a UNITA por ocasião da discussão do OGE? Ou aqueles que, como o MPLA, têm votado favoravelmente?”, questionou.

Para Tomás da Silva, quem demonstra vontade política é “aquele que propôs o pacote jurídico-legal de suporte à preparação e realização das eleições autárquicas, como fez o Executivo e não como a UNITA, que participa nas discussões e depois contraria o que diz”.

“O MPLA tem sido, sem sombra para dúvidas, a força principal para a institucionalização das autarquias locais em Angola”, frisou, lamentando o facto de alguns dirigentes da UNITA terem dito que o Governo do MPLA quer aproveitar a situação da Covid-19 para retardar a realização das eleições autárquicas.

“A luta contra a pandemia causada pela Covid-19 é considerada não só em Angola, mas no mundo inteiro, como a principal prioridade. A proteção da vida humana, a saúde pública ou a sobrevivência das populações é, atualmente, mais importante que qualquer outra prioridade”, finalizou.

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