Angola

Angola: Oito milhões de angolanos vivem na pobreza extrema

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Angola tem oito milhões de pessoas a viver no limite da pobreza, o que significa que vivem na chamada pobreza extrema, com cerca de 1,90 USD (equivalente a 586 kwanzas e 1,66 euros) por dia. Estes são os dados compilados e divulgados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e Nações Unidas.

Nesta franja da população, o país tem cerca de nove milhões de desempregados. O Governo de João Lourenço promete retirar três milhões de pessoas da pobreza extrema até 2022. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), um agregado familiar em Angola é composto por cinco membros.

A diretora-geral do FMI trabalhou recentemente em Angola, durante dois dias, e nos encontros que teve com a equipa económica “realçou” que o financiamento de 3,7 mil milhões USD é apenas o primeiro de outros que o país poderá receber, que devem ter impacto nas políticas públicas direcionadas para as franjas sociais mais vulneráveis.

No seu primeiro dia em Luanda, Christine Lagarde alertou que “é preciso assegurar uma transferência de renda para os mais pobres” e enfatizou que o financiamento é disponibilizado num contexto diferente ao do passado, pois visa atender ao rendimento dos mais pobres.

Quaisquer medidas profundas que o FMI pretenda adotar no quadro do acordo de financiamento com Angola, como, por exemplo, a redução de subsídios dos combustíveis (em 2017, o Governo gastou 1,5% do PIB – 1,5 mil milhões de euros), só será possível caso exista um programa do Governo de transferência de renda para os mais pobres, com vista a protegê-los.

O Presidente da República angolano reconheceu numa recente entrevista coletiva, concedida para jornalistas angolanos e estrangeiros, que “a pobreza atingiu níveis assustadores e o Estado deve tomar medidas no sentido de baixar consideravelmente esses níveis”, além de ter referido que o Governo quer resolver os problemas sociais e que é função do Estado zelar pelas camadas mais desfavorecidas da população. “Vamos fazer o que as economias fazem um pouco pelo mundo fora, evidentemente com as adaptações que se fazem consoante a realidade de cada país”, garantiu João Lourenço.

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