Angola: PGR avança com “eventual investigação” à falência do BESA por alegada “decisão política”

Hélder Pitta Grós, Procurador-Geral da República (PGR) de Angola, declarou hoje que poderá avançar com uma “eventual investigação” às denúncias feitas por Álvaro Sobrinho, ex-presidente da comissão executiva do Banco Espírito Santo Angola (BESA), no programa “Grande Entrevista” da Televisão Pública de Angola (TPA), esta terça-feira, em que disse que: “O banco faliu por decisão política, tendo em conta as pessoas nele envolvidas. Por isso, digo que era uma decisão política”.

Segundo as declarações do PGR angolano, no Lubango, não há “nenhuma investigação em curso” sobre a falência do BESA, acrescentando que a PGR “não pode reagir de forma emocionada e muito menos por pressão, pois ainda não há registo de nenhuma denúncia formal sobre as revelações do ex-presidente da comissão executiva do extinto BESA, segundo as quais, o banco faliu por decisão política dos accionistas”.

Pitta Grós sublinhou que ainda não teve “contacto com mais nada, a não ser a informação veiculada pela imprensa”, sendo “cedo para a Procuradoria se pronunciar”.

Nesse sentido, o PGR disse que: “Temos que ser mais contidos para que quando marcarmos, o passo seja certeiro”.

Refira-se que Álvaro Sobrinho disse, na TPA, que o BESA faliu por “decisão política” e “não por insolvência”.

No dia seguinte à entrevista a Sobrinho, o presidente do Conselho de Administração (CA) e os accionistas divulgaram um comunicado em que consideram as declarações do ex-presidente da comissão executiva do BESA como sendo “falsas e caluniosas”, acusando-o de mentir ao “não apresentar os factos tal como eles ocorreram”.

No comunicado, os accionistas, bem como o presidente do CA, apelam à PGR e ao Banco Nacional de Angola (BNA) para se pronunciarem sobre o caso, anunciando “total disponibilidade para o esclarecimento da verdade”, mencionando que “não houve qualquer decisão política para decretar a falência do BESA”.

De acordo com o comunicado: “A falência do BESA, em 14 de Outubro de 2014, decorreu, sim, dos erros da sua [Álvaro Sobrinho] gestão e dos seus dinheiros que para si retirou, sendo esta uma questão da sua exclusiva responsabilidade”.

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