Angola

Angola: PGR teve 12 processos-crime contra diplomatas nos dois últimos anos

O ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, informou que foram 12 os processos-crime contra diplomatas, entre os quais chefes de missões, que deram entrada, nos últimos dois anos, na Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os números foram revelados enquanto o governante falava aos deputados da 3.ª Comissão da Assembleia Nacional, no âmbito da apreciação, na especialidade, da Proposta de Lei do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2020. Entre os crimes cometidos encontra-se a subtração de valores.

Sem especificar nomes, Manuel Augusto adiantou que, desse leque, um diplomata acabou preso e dois outros devolveram ao Estado os valores subtraídos. Ainda segundo o próprio, no quadro das investigações foram detetadas algumas práticas cometidas por gestão “menos cuidada” e outras por “gestão criminosa”.

“Temos sempre dado a possibilidade dos embaixadores, cônsules (…) apresentarem as suas versões, antes dos processos pararem nos órgãos competentes”, explicou ao responder às questões colocadas por alguns deputados.

Dois dos exemplos que citou foram o caso de um embaixador de Angola no Quénia, acusado de má gestão, e outra situação registada no consulado de Angola no Congo Brazzaville, onde terá sido simulado um roubo de 300 a 400 mil dólares (de cerca de 272.512 a 363.349 euros). Outro caso foi o do ex-embaixador de Angola na Etiópia e junto da União Africana, Arcanjo Maria do Nascimento, a quem foi aplicada pela PGR, em maio deste ano, a medida de coação pessoal de prisão preventiva.

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