Angola

Angola: PRS acusa MPLA de ser o principal causador do sofrimento dos angolanos

Apoiantes do PRS

O secretário provincial do Partido de Renovação Social (PRS) no Huambo, António Soliya Selende, declarou que o governo do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) está longe de cumprir as promessas eleitorais, principalmente aquelas relacionadas com o programa de combate à corrupção, a redução dos preços dos produtos da cesta-básica e a criação de 500 mil empregos.

“É uma utopia falar de combate à corrupção enquanto não forem presos todos os dirigentes do MPLA, porque uma árvore má não dá bons frutos”, defendeu, referindo-se aos mais de 40 anos de governação do partido no poder, que considera maus, justificando-se com o facto de muitos dos verdadeiros ex-militares continuarem excluídos da caixa social.

Selende, que garantiu que o PRS continua firme na sua matriz federalista sem perder de vista o princípio da unidade nacional, reprovou a intenção do MPLA de implantar as autarquias de forma gradual, o que, segundo o próprio, aumentaria as assimetrias locais e o fosso entre ricos e pobres.

“A governação no Huambo está péssima e não acredita nisso aquele que não vive na província ou é fanático, ou bajulador”, criticou ainda, acrescentando que a criminalidade aumentou consideravelmente, dando como exemplo a morte de dois jovens em menos de uma semana, um a tiro e outro à facada, na Rua do Comércio.

Lembrou também que a situação do setor da saúde está péssima, com o agravante de aos pacientes do hospital Central do Huambo estarem a ser administrados medicamentos impróprios, apontando o facto de uma paciente ter acabado por falecer recentemente.

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