Angola: Sábado foi dia de nova manifestação, mas sem repressão

Mais de 200 pessoas participaram numa manifestação no sábado, 21 de novembro, no Largo 1º de Maio, em Luanda. Esta foi a maneira encontrada para exigirem mais transparência e rigor no combate à corrupção. 

Os manifestantes exigiram principalmente do Governo angolano uma maior responsabilização dos gestores que enriquecem ilicitamente. 

Segundo a co-organizadora da manifestação, Laura Macedo, o protesto foi contra a maneira como está a ser conduzido o processo de repatriamento de capitais no país. A ativista considera que o Estado “apenas está a recuperar o passivo das empresas arrestadas”o “deve merecer outras abordagens”. 

Durante o protesto os participantes leram um manifesto, através do qual encorajaram o Executivo a criar as condições materiais para que os Tribunais de Relação começassem, de facto, a funcionar, sendo importante o reforço e a transparência no combate à corrupção. 

Foi igualmente feito um apelo aos tribunais para a necessidade de cumprirem os prazos processuais legalmente estabelecidos e fazerem justiça em tempo útil. 

Os manifestantes exigiram ainda a rápida institucionalização das autarquias em Angola, cujo pacote legislativo está a ser concluído pela Assembleia Nacional. Isto porque veem as autarquias como um passo importante para o desenvolvimento do país. 

Tratou-se assim do segundo protesto organizado pela sociedade civil no mês de novembro, após a marcha do dia 11. Desta vez não houve repressão policial, tendo as autoridades preferido reunir-se com os organizadores da manifestação e apelado à passividade, obediência e ao cumprimento das normas constantes do Decreto Presidencial sobre a Situação de Calamidade Pública.

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