Angola

Angola: Servir Angola, nem que seja através de demonstrações.

O carismático Abel Chivukuvuku, um dos poucos políticos da sua geração, outrora militante da UNITA, que atrai simpatias em meio urbano e rural em Angola, marcou para amanhã, dia 19, uma manifestação, para demonstrar o seu descontentamento com os sucessivos chumbos do Tribunal Constitucional que denomina de “perseguição política” e que na prática têm vindo a impedir a formação PRA-JA SERVIR ANGOLA.

O Tribunal Constitucional, tem vindo a alegar que o processo de legalização contém irregularidades no processo documental e tem expresso sérias reservas relativamente à autenticidade das 15 mil assinaturas apresentadas. O Tribunal já analisou este processo 4 vezes e nesta altura já terão sido esgotadas todas as hipóteses de recurso.

Esta manifestação, sob o lema da alegada “perseguição política” do MPLA, constitui-se como um teste, não só à popularidade de Abel Chivukuvuku, bem como à tomada de consciência política e despertar cívico dos angolanos. A adesão, ou falta dela, permitirá aquilatar a pertinência em continuar com o projeto. Para já haverá pressões para que não se lance à rua, tendo havido, segundo Abel Chivukuvuku, ameaças de morte, caso insista em liderar a manifestação.

Só este mês de Dezembro, os angolanos já se manifestaram, em dia de aniversário do MPLA, contra as dificuldades socioeconómicas e o défice democrático, logrando pela primeira vez ocupar simbolicamente o largo 1º de Maio, onde se encontra a estátua do primeiro presidente de Angola, sem o registo de incidentes graves, ou uso excessivo de força por parte da Polícia, que desta vez não permitiu, ou não possibilitou, o aproveitamento mediático da situação por parte dos ativistas.

Abel Chivukuvuku, defende a ideia da constituição de uma frente unida da Oposição para enfrentar o MPLA e vencer as próximas eleições, tendo ensaiado este seu conceito com sucesso através da construção da criação da coligação CASA-CE que veio a ocupar 16 assentos no Parlamento e se constituiu como a terceira força política em Angola, nas últimas eleições, em 2017. Talvez, vítima do seu sucesso, ou excesso de ambição, foi afastado pela própria coligação, para regozijo da UNITA que viu assim anulada uma potencial concorrência.

 

 

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