Angola

Angola: SIC desmonta rede nas FAA que lesou Estado em mais de um bilião de kwanzas

Forças Armadas Angolanas (FAA)

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) deteve dois militares e um técnico de informática por alegada prática de crimes de associação criminosa, recebimento indevido de vantagens, peculato e fraudes na obtenção de verbas vindas de salários de funcionários “fantasmas” nas Forças Armadas Angolanas (FAA).

De acordo com a acusação, os detidos terão recebido indevidamente do Estado, durante seis anos, desde 2013, mais de um bilião e 368 milhões de kwanzas (cerca de 3.359.090 euros). A informação foi avançada pelo porta-voz do SIC-Luanda, o superintendente Fernando de Carvalho.

Também estão detidos quatro elementos sem nenhuma ocupação e um motorista. Dois militares com a patente de primeiro e segundo sargentos do exército, colocados na Direção Principal de Pessoal e Quadros das FAA, encontram-se foragidos das autoridades.

“Fizeram o recrutamento de 19 cidadãos não enquadrados na função pública e posteriormente procederam à abertura de contas bancárias no Banco de Poupança e Crédito”, afirmou a mesma fonte, ajuntando que os referidos números das contas bancárias eram da Direção Principal de Pessoal e Quadros das FAA para o Ministério das Finanças, para o depósito mensal nas contas dos elementos citados.

“O Ministério das Finanças gastava anualmente com estes elementos, cuja denominação é funcionários fantasmas, 228 milhões de kwanzas [cerca de 559.848 euros]. Os homens recrutados procediam ao levantamento dos valores todos os finais de cada mês, e depois repartiam com os elementos das FAA”, esclareceu.

O oficial sublinhou que, no âmbito do inquérito titulado pelo Departamento de Operações do SIC-Luanda, foi encontrado material diverso na posse dos suspeitos, incluindo várias viaturas. “Encontrámos ainda duas pastas com vários documentos e processos individuais, 27 cartões multicaixa, sendo 19 da rede BPC, cinco BFA, dos quais três cartões visa, um da rede BAI, um do banco Millennium Atlântico e um do banco Sol, bem como a quantia de 250 mil kwanzas [cerca de 614 euros]”, indicou.

Os detidos, com idades entre os 23 e os 32 anos, já foram presentes ao magistrado do Ministério Público junto do SIC-Luanda, tendo sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.

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