Angola: Tchizé dos Santos quer que João Lourenço “limpe” a sua imagem a nível internacional

A ex-deputada do MPLA e filha do antigo Presidente angolano José Eduardo dos Santos, Tchizé dos Santos, usou as redes sociais para apelar ao atual Chefe de Estado do país e líder do partido no poder, João Lourenço, para que lhe “limpe” a imagem além-fronteiras.

“Apelo ao CC [Comité Central] e BP [Bureau Político] do MPLA, bem como a todos os militantes, familiares e amigos do Presidente João Lourenço, que chamem o Presidente à razão, para que limpe o meu bom nome que o PR [Presidente da República] sujou. Depois disso terei toda a honra em ajudar o MPLA com todas as minhas forças. Mas ninguém apoia quem destrói a sua imagem com mentiras e perseguição”, começou por escrever.

“Ninguém tem o direito de fazer o que está a ser feito comigo e ainda alegar que está a cumprir a lei ou os Estatutos do MPLA, pois os Estatutos prevêem respeito à Constituição da República e eu agi como agi em defesa da honra após ser publicamente atacada pelo meu chefe”, acrescentou, garantindo que não vai “parar de lutar” até ver restituído o seu “bom nome”.

A reação surge na sequência de Tchizé dos Santos ter sido afastada do Comité Central da formação política, uma decisão tomada pelo Parlamento angolano. A antiga deputada considera que essa situação e as declarações de João Lourenço sobre o caso “mancharam” a sua reputação internacional, o que lhe tem trazido “consequências graves”.

“Estou no meu direito e ter sido punida numa reunião dirigida pelo Presidente da República, que coincidentemente também é o Presidente do partido MPLA que em violação aos Estatutos e à Constituição da República me afastou do Comitê Central sem ter competências estatutárias para o fazer daquela forma, prova que é o Presidente da República o autor moral da perseguição política hedionda e violação dos meus direitos humanos”, defendeu.

Recorde-se que foi na passada quinta-feira, 21 de novembro, que o Bureau Político da organização no poder aprovou, durante uma reunião dirigida por João Lourenço, as sanções propostas pela Comissão de Disciplina e Auditoria, que deliberou que a filha de José Eduardo dos Santos deixaria de ser membro do Comité Central do MPLA e que veria a sua situação de militante do partido suspensa por um período de 24 meses, “por violação dos princípios básicos dos estatutos e do código de ética”.

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