Angola: UNITA acusa China de racismo e xenofobia contra cidadãos africanos

A UNITA condena “com a maior repulsa” actos de chineses contra africanos residentes na China devido à Covid-19. As afirmações foram feitas após terem sido divulgados relatos de restaurantes, empresas e hotéis que têm recusado fazer negócios com “clientes que pareçam ser de origem africana”.

O Comité Permanente da Comissão Política do maior partido da oposição de Angola referiu, em comunicado, os relatos de desavenças que considera “ignóbeis actos atentatórios à dignidade da pessoa humana”, “alguns graves”, entre chineses e membros da comunidade africana no país asiático.

A UNITA pediu ao executivo angolano que tome todas as medidas necessárias de proteção e segurança das vidas dos angolanos, que, por vários motivos, estejam atualmente na China.

“Com o mesmo propósito, incitar o executivo do nosso país a uma urgente concertação, no quadro da União Africana, tendo em vista a tomada de uma firme posição comum que ponha cobro, e já, a esta crueldade dos chineses contra os africanos”, pode ler-se ainda no comunicado.

Se tal continuar a acontecer na China, acrescentou, “vai prejudicar dramaticamente os colossais interesses entre a República Popular da China e África, relações que se querem adultas e mutuamente vantajosas”.

Por sua vez, a China rejeitou as acusações de racismo e de xenofobia feitas pela União Africana e pelos Estados Unidos da América, por alegados maus-tratos a cidadãos africanos e afro-americanos em Cantão.

“As autoridades em Cantão atribuem uma grande importância às preocupações recentemente levantadas por alguns dos nossos parceiros africanos”, esclareceu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Zhao Lijian, ajuntando que as autoridades “estabelecerão um mecanismo de comunicação eficaz com os consulados” situados naquela província.

Segundo a mesma fonte, as autoridades locais opõem-se “firmemente a qualquer racismo e qualquer declaração discriminatória”.

A Associated Press partilhou a existência de relatos de africanos que dizem ter sido afastados e discriminados num centro comercial devido ao medo da doença Covid-19, entre outras situações.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.




Artigos relacionados

Banco de Moçambique cancela registo de 15 operadores de microcrédito

Banco de Moçambique cancela registo de 15 operadores de microcrédito

O Banco de Moçambique decidiu cancelar o registo de 15 operadores de microcrédito. Estes passam a estar assim proibidos de…
Cabo Verde e Suíça decidem facilitar vistos de curta duração

Cabo Verde e Suíça decidem facilitar vistos de curta duração

Cabo Verde e Suíça acordaram que vão facilitar a emissão de vistos de curta duração, divulgou o Ministério dos Negócios…
Timor-Leste: Debate de candidatos presidenciais adiado para 15 de março

Timor-Leste: Debate de candidatos presidenciais adiado para 15 de março

O Vice-Presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Domingos Barreto, informou que o debate público dos candidatos à Presidência da…
Moçambique: Maleiane ocupa cargo de primeiro-ministro

Moçambique: Maleiane ocupa cargo de primeiro-ministro

O chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, confere posse a Adriano Maleiane nesta sexta-feira, 04 de março. O ex-ministro da…
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin