Angola

Angola: UNITA acusa MPLA de racismo e xenofobia

Assembleia Nacional de Angola
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A UNITA declarou que houve “ataques xenófobos e racistas” no conteúdo do comunicado do Bureau Político do MPLA, na parte em que dizia respeito aos confrontos mortais ocorridos a 30 de janeiro no Cafunfo, localizado na província da Lunda Norte.

Segundo o principal partido da oposição em Angola, foram feitos ataques à figura do seu presidente, Adalberto Costa Júnior. Como tal, lembrou que, devido ao conflito armado, vários dirigentes, incluindo personalidades do MPLA, viram-se forçados a obter duas ou mais nacionalidades. O mesmo aconteceu então com Costa Júnior, que já renunciou há mais de um ano à sua segunda cidadania.

O documento lido pelo porta-voz da UNITA, Marcial Dachala, minimizou no entanto os ataques vindos da formação política no poder. Isto porque preferiu encorajar os angolanos a continuarem a reivindicar os seus direitos.

“O comunicado do Bureau Político do partido que governa [MPLA] não fez senão destilar ódio, semear discórdias, desviando as atenções da opinião pública nacional e internacional”, pode ler-se no comunicado da UNITA.

“O Comité Permanente da Comissão Política conclui que o mesmo reflete algum nervosismo resultante da extrema exposição causada pela incapacidade de atender às aspirações dos cidadãos e pelo massacre de Cafunfo levado a cabo pelas forças de defesa e segurança, cujas ordens partiram de membros com assento nesse Bureau Político”, lê-se ainda.

Assim, a UNITA “entende que não é insinuando racismo e xenofobia, nem destilando raiva contra o líder do maior partido na oposição, que se resolvem os problemas de Angola”.

Esta foi a reação ao comunicado divulgado no fim de semana pelo Bureau Político do MPLA, que mencionou “líderes políticos sem escrúpulos, que afinal são cidadãos estrangeiros e por isso executam uma agenda política contrária aos interesses de Angola e dos angolanos”.

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