Angola

Angola: UNITA ameaça fazer vigílias e greve de fome

Membro da UNITA Liberty Chiyaka
Liberty Chiyaka

Deputados da UNITA ameaçaram fazer vigílias e entrar em greve de fome se cinco parlamentares do maior partido da oposição em Angola continuarem a ser impedidos de entrar na vila de Cafunfo.

Recorde-se que o objetivo de entrar na referida vila consiste no apuramento dos factos relacionados com a violência ocorrida a 30 de janeiro, que envolveu membros do Movimento Protectorado Lunda Tchokwe e da Polícia Nacional. Isto porque é ainda desconhecido o motivo da confusão.

A ameaça das vigílias e da greve de fome foi feita pelo presidente do grupo parlamentar da UNITA, Liberty Chiyaka, numa conferência de imprensa. O dirigente assegurou que a intenção dos cinco deputados era apurar e confirmar os factos e não incriminar a Polícia Nacional ou as Forças Armadas Angolanas.

Também segundo Chiyaka, é crítica a condição dos cinco deputados retidos à entrada da vila de Cafunfo. Os visados não têm podido alimentar-se porque “estão impedidos de terem abastecimento e não podem tratar da higiene pessoal”.

Assim, o deputado pediu uma intervenção do presidente da Assembleia Nacional, Fernando Dias dos Santos, a quem a UNITA já enviou, formalmente, uma comunicação para que fosse permitida a entrada dos parlamentares em Cafunfo.

Em reação ao sucedido, Dias dos Santos declarou, igualmente em comunicado, que os deputados não podem deslocar-se sem a sua autorização. “A deslocação não foi feita no quadro de uma comissão parlamentar multipartidária, como seria recomendável, pelo que o Presidente da Assembleia Nacional declina toda e qualquer responsabilidade sobre eventuais constrangimentos que envolvam tal grupo de deputados”, concluiu.

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