Angola: UNITA atribui adiamento de autarquias à falta de vontade política

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, considera que o adiamento das eleições autárquicas em Angola, um sufrágio que nunca aconteceu até ao momento na história do país, deve-se ao medo e à falta de vontade política por parte das autoridades.

O dirigente salientou que Angola é o único país, ao nível dos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e da região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla inglesa), que continua sem realizar as autárquicas.

A crítica foi feita no sábado, 13 de março, na província do Uíge. O discurso decorreu no âmbito dos actos comemorativos do 55.º aniversário da UNITA.

“Havia compromisso de serem realizadas em 2020. Mas não foram por falta de vontade política e medo de entregar o poder ao verdadeiro dono, o povo”, referiu.

Para Costa Júnior, “a Assembleia Nacional ficou culpada pelo atraso, mas não é apenas ela que é culpada. É o titular do poder político, habituado a controlar tudo e todos, que não quer partilhar o poder com o povo”, acrescentou.

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