Angola

Angola: UNITA exige liberdade incondicional de manifestantes detidos

O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA exige a liberdade incondicional de manifestantes e jornalistas detidos neste fim de semana. A posição do maior partido da oposição em Angola foi manifestada neste domingo, 25 de outubro, através de um comunicado divulgado. 

“O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA denuncia e condena a detenção e espancamento de manifestantes pela polícia nacional, causando caos nas ruas de Luanda, o que seria evitável se a marcha decorresse sem brutalidade policial”, pode ler-se. 

“O Secretariado Executivo do Comité insta as autoridades angolanas para que libertem imediata e incondicionalmente todos os manifestantes, entre ativistas, políticos e cidadãos anónimos, de que se destacam Laura Macedo, Agostinho Kamuango, Francisco Teixeira, Adolfo Campos e outros, alguns dos quais levados para parte incerta. A sua detenção é ilegal e inconstitucional pois foi feita no quadro do exercício dos seus direitos”, realça. 

É igualmente referido no documento que a marcha de cidadania organizada pela sociedade civil no sábado, dia 24, é um direito constitucional que deve ser respeitado. Isto porque o país não se encontra sob estado de sítio ou emergência, o que faz com que não se justifique então o impedimento de uma manifestação com o uso da força desproporcional vinda das autoridades. 

mesma nota acusa a governadora de Luanda, Joana Lina, de ter ordenado a repressão numa altura em que permitiu o seu partido, MPLA, realizar atividade em Viana sem observar o Decreto Presidencial. 

“A senhora governadora de Luanda demonstrou que não conhece a cidade que diz governar e revelou o seu ódio ao fazer declarações intimidatórias contra cidadãos que apenas reclamavam a realização de um direito”conclui.

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