Angola

Angola: UNITA impedida de entrar em zona onde houve violência

Apoiantes da UNITA
Apoiantes da UNITA

Uma delegação do grupo parlamentar da UNITA foi enviada para a localidade de Cafunfo, localizada na Lunda Norte. O objetivo da deslocação era apurar as circunstâncias em que aconteceu violência no passado sábado, 30 de janeiro.

Esse ocorrido envolveu membros do Movimento Protectorado Lunda Tchokwe e da Polícia Nacional. Do confronto resultaram seis mortes, de acordo com a versão da polícia, ou pelo menos 16, segundo a versão do movimento.

Foram forças de segurança que impediram os representantes do maior partido da oposição em Angola de entrarem na localidade. “A Delegação encontrou um dispositivo forte de órgãos de defesa e segurança comandado pelo Segundo Comandante Provincial da Polícia Nacional, que alegam que não têm ordens para deixar os deputados entrarem na localidade”, escreveu o líder do grupo parlamentar da UNITA, Liberty Chiaka, na página pessoal do Facebook.

Também o chefe da comissão da delegação, o deputado Joaquim Nafoia, confirmou à imprensa o sucedido. “Fomos impedidos de fazer o trabalho, mas nas próximas horas vamos dar mais informações”, partilhou.

O Movimento Protectorado Lunda Tchokwe tinha convocado para o passado sábado uma manifestação com o objetivo de apelar ao Governo angolano que negociasse a autonomia daquela região, com base num acordo entre o povo Lunda-Tchokwe e o Governo colonial português, que não foi tido em conta depois da independência de Angola.

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