Angola: Venâncio critica falta de democracia interna no MPLA

António Venâncio, militante do MPLA há 48 anos, decidiu recentemente que vai candidatar-se à presidência do partido no poder. Segundo o político, falta democracia interna. 

A cítica foi feita nesta terça-feira, 19 de outubro. Para Venâncio, a ausência de democracia interna é um obstáculo para haver melhor qualidade das decisões por parte dos líderes que não são eleitos em eleições disputadas com possibilidade de escolha entre “opiniões diferentes”

As declarações foram feitas aos jornalistas na altura em que apresentou a sua intenção de concorrer à presidência do MPLA no VIII Congresso, previsto para dezembro. O candidato considera que “a falta de democracia interna gera cenários de bajulação, nepotismo, idolatria ou endeusamento do líder”

“Muitos erros cometidos, e que ainda não foram corrigidos, poderão representar no futuro uma baixa ainda mais considerável dos níveis de aceitação do partido na sociedade”, concluiu. 

Para o visado, “o MPLA deixou de ser um partido marxista-leninista e enveredou por um novo caminho democrático, respeitando o direito dos militantes em elegerem e serem eleitos para cargos de direção, desde a base ao topo da organização, sem que para tal, beneficiem de privilégios especiais”

“O cargo de presidente do partido é uma oportunidade para obter a confiança da direção do partido para ser designado cabeça de lista e, uma vez vencidas as eleições, liderar o Governo e introduzir no país as reformas profundas previstas na moção de estratégia”, esclareceu. 

“O centro de ocupação dos cidadãos foi deslocado para a luta pelo poder, e com isso, o país saiu prejudicado”, prosseguiu, realçando que “a luta contra a corrupção precisa de uma nova visão de Estado”

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