Angolanos em Lisboa recolhem assinaturas contra violência policial em Angola

Ativistas angolanos promoveram nesta quinta-feira, 10 de setembro, em Lisboa, uma recolha de assinaturas. O objetivo é denunciar a violência policial em Angola e levar então o assunto à União Europeia (UE) e à Organização das Nações Unidas (ONU).

A iniciativa foi promovida pelo movimento político angolano Bloco Liberal e decorreu na zona de Entrecampos, Campo Pequeno e Avenida da República, próximo da Embaixada de Angola.

Espera-se recolher mil assinaturas nesta e em outras ações, a realizar nos próximos dias. Assim, poderá ser encaminhada para organizações internacionais, como a UE e o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, uma petição a denunciar os casos de violência policial em Angola.

O coordenador do Bloco Liberal, Emerson Sousa, afirmou que há já dez anos que a Polícia Nacional de Angola deixou um rastro de mais de 400 mortos. Os assassinatos têm acontecido na via pública, através de tiros dispersos, pelo facto de cidadãos terem sido confundidos com marginais.

A iniciativa surge mais especificamente devido ao acontecimento de 01 de setembro, dia em que o médico Sílvio Dala morreu em circunstâncias ainda por esclarecer depois de ter sido levado a uma esquadra policial por não usar máscara facial no interior da viatura que conduzia.

A morte do médico provocou grande comoção em Angola e houve fortes críticas da sociedade civil à atuação da polícia. Isto deu igualmente origem a uma petição contra o uso de máscaras faciais no interior de viaturas, que já reuniu mais de 15 mil assinaturas e levou à revogação desta disposição legal.

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