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Brasil: Bolsonaro avisa que “Operação Lava Jato” poderá chegar a Angola

Presidente eleito no Brasil, Jair Bolsonaro

O Presidente eleito no Brasil, Jair Bolsonaro, informou esta quinta-feira, 08 de novembro, que vai investigar os negócios do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES), que considerou terem sido usados para financiar ilegalmente obras realizadas na América Latina e em África.

“Firmo o compromisso de iniciar o meu mandato determinado a abrir a caixa preta do BNDES e revelar ao povo brasileiro o que feito com seu dinheiro nos últimos anos. Acredito que este é um anseio de todos”, escreveu o Presidente eleito no Twitter. Bolsonaro já tinha afirmado durante a sua campanha eleitoral que pretendia investigar as empresas brasileiras que efetuaram obras no exterior com dinheiro do BNDES, principalmente aquelas responsáveis por construções em Cuba e na Venezuela.

Recorde-se que o BNDES financiou dezenas de operações de empresas brasileiras na América Latina e em África durante os Governos de Lula da Silva, atualmente detido por corrupção, e de Dilma Rousseff, a sucessora de Lula, que acabou por ser destituída em 2016 devido a irregularidades fiscais.

Em Angola, o BNDES financiou a exportação de bens e serviços de engenharia de empresas brasileiras, que foram usados em obras como a Barragem Hidrelétrica de Laúca,a Barragem Hidrelétrica de Cambambe, o Projeto “Vias de Luanda”, a Praça da Paz em Luena, o Programa de Realojamento das Populações no Zango e a Estrada Catata-Lóvua. Entre 1998 e 2016, a referida instituição financeira gastou 3,4 mil milhões de dólares, dos quais 2,3 mil milhões de dólares já foram pagos.

A Justiça Federal brasileira condenou o ex-presidente Lula da Silva e o seu sobrinho, Taiguara Rodrigues, além do empresário Marcelo Odebrecht e de mais oito pessoas, devido a um alegado esquema de desvios que envolveram a empreiteira e disponibilidade de verbas do BNDES para obras em Angola. Os arguidos são acusados de crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa, tendo este caso ficado conhecido por “Operação Lava Jato”.

Até ao momento, nunca chegou a ser aberto qualquer tipo de investigação em Angola. As principais empresas brasileiras que receberam financiamento do BNDES no país africano foram a Camargo Correa, Queiroz Galvão, Odebrecht e Andrade Gutierrez.

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