Angola

Cabinda: “Continua a haver várias detenções arbitrárias em Cabinda”, acusa a Associação para o Desenvolvimento da Cultura dos Direitos Humanos

Em declarações à e-global por telefone, a partir de Cabinda, o ativista dos direitos humanos angolano Makosu Sita denunciou esta terça-feira que as autoridades policiais mantém detidos 13 elementos da organização Associação para o Desenvolvimento da Cultura dos Direitos Humanos (ADCDH), após a manifestação realizada a 10 de dezembro do ano transato, que apelava à convocação de um referendo pela independência do enclave.

De acordo com a associação, “as autoridades responsáveis detiveram arbitrariamente vários manifestantes sem respeitar as normas nacionais e internacionais de direitos humanos”. Makosu Sita refere que “há apoio da população em geral pela causa defendida, apesar de tímido, devido ao receio de represálias” e esse facto faz com que os ativistas continuem a sua luta. “As pessoas que assumem ser ativistas num território como Angola têm de estar preparadas para isto”, admite.

A Amnistia Internacional já fez saber que “condena estas detenções, expressando preocupação pela liberdade de expressão e reunião pacífica em Angola”, como tal este organismo apela ás autoridades angolanas que “libertem imediata e incondicionalmente as pessoas detidas”.

O Governo angolano, por sua vez, até à data, não contempla a possibilidade de Cabinda aceder à independência, insistindo na ideia que o enclave faz parte integrante do território angolano. Os vários movimentos independentistas da região chamam a atenção para o Tratado de Simulambuco assinado a 1 de fevereiro de 1885, que colocou Cabinda sob protectorado português e ofereceu a possibilidade de reivindicar a sua soberania após a independência em 1975.

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