Guerrilha cabindesa anuncia retoma da “via militar”

Através de um comunicado a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda / Força Armadas de Cabinda (FLEC/FAC) anunciou esta quinta-feira que “é forçada a retomar a via militar até ao manifesto de uma disposição séria e concreta para o início de um diálogo”.

No mesmo documento, assinado pelo porta-voz do movimento, Jean Claude Nzita, a FLEC/FAC justifica a sua posição como o “resultado do silêncio de Angola a todos os convites para o estabelecimento de um diálogo alargado com todas as forças vivas cabindesas com vista a negociação de um acordo para a paz para Cabinda” assim como do silêncio da Comunidade Internacional “e muito particularmente de Portugal, França, Reino Unido, Estados Unidos da América bem como da Organização das Nações Unidas, União Europeia e União Africana”, refere o comunicado.

A guerrilha cabindesa alerta também que “Cabinda é um território em estado de guerra e a circulação de pessoas e bens no território de Cabinda é seriamente desaconselhado” e “não se responsabiliza pelas vítimas e danos colaterais resultantes do conflito”.

A 2 e 12 de Fevereiro a FLEC/FAC reivindicou dois ataques em Massabi e Buco Zau que terão causado a morte de oito soldados das Forças Armadas de Angola (FAA) assim como de um guerrilheiro.

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