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Isabel dos Santos abandonou Portugal à hora da reunião entre procuradores

Isabel dos Santos

A empresária angolana Isabel dos Santos esteve nesta quinta-feira, 23 de janeiro, em Lisboa, para tratar de procurações que concedam plenos poderes de representação aos seus advogados, deixando depois o território português na mesma hora a que os procuradores-gerais da República de Portugal e de Angola terminavam uma reunião sobre o futuro da visada. 

A filha do ex-Presidente da República José Eduardo dos Santos, que é suspeita de ter desviado 115 milhões de euros da empresa Sonangol para o Dubai, apanhou um avião com destino ao Reino Unido, encontrando-se alegadamente em Londres. 

Recorde-se que após a divulgação do caso “Luanda Leaks“,  que lhe aponta a participação em 155 sociedades portuguesas, a empresária foi constituída arguida pela justiça angolana, por alegada má gestão e desvio de fundos da petrolífera que dirigia, a Sonangol. 

Sabe-se, entretanto, que Isabel dos Santos, uma das mulheres mais ricas de África, vendeu os 42,5% das ações do EuroBic após o banco português ter decidido cessar relações comerciais com a visada, devido às acusações de corrupção. A medida foi anunciada pela entidade financeira, que recebeu há poucos dias a notificação do banco central para esclarecer as supostas transferências monetárias da visada a partir da Sonangol para o Dubai através do banco português. 

O procurador angolano já acusou publicamente Isabel dos Santos de falta de cooperação com as autoridades angolanas. Hélder Pitta Grós reuniu-se nesta quinta-feira, em Lisboa, com a homóloga portuguesa, Lucília Gago, no quadro do estreitamento das relações entre os dois órgãos de justiça. Após o encontro, que durou pouco mais de uma hora, nenhum dos interlocutores prestou quaisquer declarações à imprensa. 

No entanto, Pitta Grós já tinha admitido a emissão de um mandado de captura contra Isabel dos Santos. “Usaremos todos os meios legais possíveis, inclusive solicitando a colaboração da Interpol e outras polícias internacionais caso Isabel dos Santos e seus pares não compareçam de forma voluntária ao país [Angola] para se defenderem dos crimes que pesam sobre eles”, garantiu.

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