Líder do BD diz que “Angola está organizada para ser roubada”

O recém-eleito líder do Bloco Democrático (BD), Filomeno Vieira Lopes, declarou em entrevista ao “Novo Jornal” que, “do ponto de vista da prática política, Angola está organizada para ser roubada”.

O dirigente continua a criticar fortemente a atual governação do país e a realçar as intenções da Frente Ampla, uma coligação que integra importantes figuras da oposição angolana e que se propõe retirar, através de meios democráticos, o MPLA do poder. O objetivo deste movimento é concorrer às eleições gerais de 2022.

Vieira Lopes salientou que o partido que lidera transformou-se, ao longo dos anos, “numa organização com credibilidade na sociedade, numa organização séria, com posição política nos mais variados assuntos nacionais, uma organização civilista e com o ADN muito ligado à sociedade civil. É um partido que todos contam para o desenvolvimento da democracia do nosso país”.

Assim, mencionou o papel da formação política na Frente Ampla e a importância da mesma. “Nós estamos num momento muito crítico da nossa vida nacional, um momento em que a experiência que nós acumulámos, a capacidade de articulação política, é absolutamente necessária para podermos enfrentar aquilo que consideramos o grande desafio nacional do momento, que é a mudança do regime”, disse.

No entanto, reconheceu que “mudar o regime que tem uma vida longa de 46 anos não é uma tarefa fácil, precisa de atores firmes, decididos, com experiências”. Neste âmbito, considera poder “dar um importante contributo nacional”.

Quanto à possível incompatibilidade entre o BD integrar a Frente Ampla e também permanecer na CASA-CE, afirmou que tal já foi “declarado do ponto de vista dos dirigentes da CASA-CE. As declarações públicas são feitas, mas nós temos de ter o debate interno, uma coisa não exclui a outra. Houve declarações públicas, mas, posteriormente, houve também, por exemplo, conversas entre a UNITA e o presidente da CASA-CE. E nós pensamos que também no interior da CASA-CE devemos ter essa conversa de maneira serena, sem precipitações, porque não nos podemos adiantar aos factos”.

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