Angola

Suposta investigação a João Lourenço tem mão de forças descontentes com as reformas em Angola

O MPLA, partido no poder em Angola, quebrou o silêncio perante as acusações de o seu líder estar envolvido em corrupção, conforme revela a consultora Pangea Risk, classificando-as de falsas e caluniosas. Por sua vez, também os EUA elogiam a governação de João Lourenço.

Três dias depois das revelações de uma suposta investigação ao presidente angolano por atos de corrupção e envolvimento em negócios com familiares e outras figuras importantes do governo, a decorrer nos Estados Unidos, o MPLA saiu em defesa do seu líder. Albino Carlos, porta-voz do partido que governa Angola desde 1975, considera que se tratar de “uma campanha orquestrada a partir do exterior para pôr em causa a legitimidade do presidente João Lourenço” no combate à corrupção.

O responsável refere achar estranho as informações “partirem” de um órgão português citado no processo Grecima, em fase de julgamento no Tribunal Supremo, por ter recebido na altura da governação de José Eduardo dos Santos valores superiores a 50 milhões de euros para não publicar matérias que visassem de forma negativa governantes angolanos envolvidos em diversos crimes, com destaque para a corrupção.

Nas redes sociais, vários militantes partilham a informação da suposta investigação com a designação avermelhada de “FALSO.” Um dos militantes e deputado mais interventivo nesta defesa é João Pinto. O também professor universitário afasta todas as acusações, considerando Lourenço “um homem trabalhador.”

“João Lourenço, seus pais, irmãos ou familiares têm história e tradição angolana, trabalham e são conhecidos, são profissionais respeitados até em Malanje,” afirma.

Os partidos da oposição exigem esclarecimentos à presidência, que até agora se remete ao silêncio.

EUA elogia combate de Lourenço

O Gabinete de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado norte-americano elogiou o presidente angolano pelos “avanços impressionantes na continuação de uma agenda anticorrupção” nos últimos dois anos. Destaca como sucesso, a luta contra o poder das elites e disponibilizou um financiamento estimado em 1,3 milhão de dólares para o incentivo ao combate à corrupção. O valor será atribuído a ONGs e outras organizações através de um concurso já aberto.

Odebrecht nega financiamento ao MPLA

A construtora brasileira, numa nota, nega as acusações constantes no relatório da consultora Pangea Risk. Refere que não procedeu a pagamentos às pessoas e instituições mencionadas, inclusive à Orion, num valor de 20 milhões de dólares, em 2017, por ocasião das eleições gerais, como apoio ao MPLA. A administração da empresa brasileira fez saber igualmente que uma auditoria independente realizada durante três anos certifica a conformidade do seu sistema.

 

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